Nove pessoas permaneceram presas e multas aplicadas durante a fiscalização chegaram a aproximadamente R$ 1 milhão.
07 de setembro de 2026 às 10:28 - Atualizado às 11:01
Agentes libertaram os animais e destruíram diversas gaiolas no local. Foto: Divulgação/Ibama
Uma operação contra o comércio ilegal de animais silvestres apreendeu 510 aves na Feira de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A fiscalização foi realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no sábado, 5 de setembro.
Ao todo, 27 pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos. Nove permaneceram presas em flagrante sob suspeita de envolvimento com o tráfico de fauna silvestre.
As multas aplicadas durante a operação somaram aproximadamente R$ 1 milhão. O balanço divulgado posteriormente detalhou o número de aves apreendidas e esclareceu a diferença entre as pessoas levadas à delegacia e aquelas que efetivamente continuaram detidas.
De acordo com o Ibama, parte do comércio ilegal não acontecia diretamente nas bancas da feira. Os animais considerados mais valiosos eram anunciados em grupos de aplicativos de mensagens e mantidos em depósitos até o aparecimento de compradores.
A estratégia exigiu que os agentes acompanhassem diferentes etapas da atividade ilegal. Além dos pontos de venda, foram fiscalizados locais utilizados para transporte e armazenamento das aves.
Negociações realizadas em ambientes virtuais também foram monitoradas. O objetivo da operação era identificar não apenas os vendedores presentes na feira, mas toda a estrutura utilizada para manter e comercializar os animais.
A fiscalização mobilizou 87 agentes ambientais federais, que atuaram simultaneamente em diferentes pontos de Caruaru.
Entre as espécies apreendidas estavam papagaios, galos-de-campina, azulões, canários-da-terra, sofrês, trinca-ferros, caboclinhos e tico-ticos.
Também foram encontrados exemplares de cravina, papa-capim, pássaro-preto, patativa, tiziu e periquito-da-caatinga.
Segundo o órgão ambiental, parte das aves estava submetida a condições consideradas cruéis. Alguns animais apresentavam ferimentos e não tinham acesso adequado a água e alimentação.
Após o encerramento da primeira etapa da operação, as equipes iniciaram uma avaliação individual para verificar as condições de saúde de cada ave.
Os animais considerados saudáveis e aptos poderão ser devolvidos diretamente à natureza. Algumas solturas foram realizadas ainda no sábado.
As aves debilitadas serão encaminhadas para atendimento veterinário e passarão por um processo de reabilitação. Somente depois dessa etapa será definida a destinação mais adequada para cada animal.
A captura, venda, transporte ou manutenção de espécies silvestres sem autorização pode configurar crime ambiental. A legislação brasileira também prevê responsabilização administrativa, incluindo apreensão dos animais e aplicação de multas.
O Ibama não divulgou os nomes dos suspeitos nem informou, até a última atualização, se outras etapas da fiscalização seriam realizadas.
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A prova foi promovida pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, e organizada pelo Instituto Darwin, com recursos provenientes de Emenda Parlamentar Federal.
Movimentos sociais iniciam caminhada pela manhã, enquanto grupos de direita se concentram à tarde na Zona Sul da capital pernambucana.
Imagem que eternizou a cena foi pintada 66 anos depois e não deve ser interpretada como um registro literal do episódio.
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