Greve na Caixa. Foto: Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Os empregados da Caixa Econômica Federal vão decidir na próxima segunda-feira, 21 de setembro se encerram a greve nacional ou mantêm a paralisação iniciada em 10 de setembro. A categoria analisará uma nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.
A votação será realizada virtualmente, das 11h às 18h. Antes, entre 9h e 11h, está prevista uma plenária para esclarecimento de dúvidas sobre as condições apresentadas pela instituição.
O Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados, permanece como um dos principais pontos da negociação. Na proposta apresentada na madrugada desta quinta-feira, 17 de setembro, o banco ampliou de 6,5% para 9% da folha de pagamento o teto de sua participação no custeio do plano a partir de 2027.
A continuidade da paralisação dependerá do resultado das assembleias. Se a proposta for aceita, os trabalhadores poderão retornar às atividades conforme as orientações das entidades representativas. Em caso de rejeição, o movimento poderá continuar.
A greve começou no dia 10, depois que os empregados rejeitaram a proposta para renovação do acordo específico com a instituição. Uma segunda oferta também foi recusada. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por exemplo, 68% dos participantes votaram contra o texto analisado na sexta-feira (11).
Representantes dos trabalhadores e do banco mantiveram as negociações nos dias seguintes, resultando nas novas condições que serão submetidas à categoria.
O texto mantém o modelo solidário do Saúde Caixa, sem diferenciação das cobranças por faixa etária. Também não haverá reajuste das mensalidades em 2026, e a Caixa assumirá o déficit registrado pelo plano.
Os empregados reivindicam o restabelecimento da proporção de custeio em que 70% das despesas são assumidas pelo banco e 30% pelos trabalhadores. A nova proposta não retoma diretamente esse modelo, mas eleva o limite da participação da instituição para 9% da folha a partir do próximo ano.
A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, classificou a mudança como um avanço nas negociações.
Também está prevista a presença de pelo menos um empregado dedicado ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas, além da criação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
Para o segundo semestre de 2026, a proposta aumenta de 25% para 50% a premiação inicial por habilitação no programa de remuneração variável Super Caixa.
O banco também manteve a previsão de pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado, relacionado à superação do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026.
Em relação ao Plano de Funções Gratificadas (PFG), a Caixa assumiu o compromisso de estabelecer espaços de discussão com representantes dos empregados, incluindo debate em grupo paritário.
Caso o acordo seja aprovado, o dia de paralisação ocorrido em 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis da atual greve deverão ser compensados em até 180 dias.
Enquanto o movimento permanece em andamento, a Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais e de autoatendimento para os serviços disponíveis nessas plataformas.
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