Maycon era ex-paratleta de MS (arquivo/ADD-MS
A família do ex-paratleta Maycon Douglas de Jesus Almiron, de 30 anos, iniciou uma campanha de arrecadação online para custear a cremação do corpo e permitir que as cinzas sejam levadas pela mãe para fora de Pernambuco. O atleta morreu em fevereiro após ser arremessado de um prédio no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
Maycon foi enterrado como indigente cerca de 12 dias após o crime, no Cemitério Parque das Flores, apesar de ter sido encontrado com documento de identidade no local. A família, que vive em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, só soube do caso dias depois e precisou viajar ao Recife para reconhecer o corpo.
Segundo a advogada da família, Emilly Amaral, a cremação é necessária para que a mãe do atleta possa transportar as cinzas para o estado de origem. O custo do procedimento, somado a despesas funerárias e passagens aéreas, ultrapassa R$ 5 mil. Por isso, parentes e amigos criaram uma vaquinha na internet para arrecadar recursos.
A mãe de Maycon, a cozinheira Marta Almorin, de 48 anos, está na capital pernambucana para resolver os trâmites legais. A Justiça já autorizou a cremação após a confirmação do parentesco por meio de exame genético realizado depois do enterro como indigente.
In Memorian de Maykon Douglas (Vaquinha)
Além da cremação, a família também tenta localizar os pertences de Maycon. De acordo com a advogada, ele estava hospedado em um hotel na cidade e costumava carregar uma mala preta e uma bolsa presa à cadeira de rodas.
Dentro da bolsa estariam documentos pessoais, cartões bancários e até passaporte. A recuperação desses itens pode ajudar a família a identificar contas bancárias e outros registros do atleta.
O crime ocorreu em um edifício próximo ao Segundo Jardim de Boa Viagem. Segundo a polícia, Maycon vendia doces na orla quando foi convidado a subir ao apartamento por um homem identificado como Thiago Regalado Carvalheira, de 35 anos.
Dentro do imóvel, o suspeito teria apresentado comportamento agressivo. Uma amiga e uma empregada doméstica que estavam no local conseguiram sair do apartamento. Maycon permaneceu no quarto e acabou sendo arremessado do quarto andar junto com sua cadeira de rodas elétrica.
Após o crime, o suspeito também se jogou do prédio e morreu.
Natural de Mato Grosso do Sul, Maycon nasceu com malformações nos braços e nas pernas e ganhou destaque no esporte adaptado. Em 2013, conquistou o título de campeão de bocha adaptada nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, realizados em Buenos Aires, na Argentina.
Nos últimos anos, ele costumava viajar pelo país e chegou a passar por cidades como São Paulo, João Pessoa e Blumenau. A última visita à família ocorreu em julho de 2025, quando ficou cerca de um mês em Campo Grande.
Segundo a advogada, apesar da deficiência física, Maycon tinha uma rotina ativa, dava palestras e gostava de conhecer novas cidades.
Agora, o principal objetivo da família é concluir o processo de cremação e levar as cinzas para que parentes e amigos possam prestar as últimas homenagens ao ex-paratleta.
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