Bandeira amarela será aplicada pelo quinto mês consecutivo devido a utilização de fontes de energia com custos mais elevados.
10 de setembro de 2026 às 10:33 - Atualizado às 10:54
Pessoa mexendo na lâmpada. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A conta de luz continuará com cobrança adicional em setembro de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Este será o quinto mês consecutivo de aplicação da bandeira amarela no país. A cobrança extra está em vigor desde maio. Entre janeiro e abril, foi utilizada a bandeira verde, que não gera acréscimo na tarifa.
Segundo a Aneel, a decisão reflete condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica e a necessidade de utilização de fontes com custos mais elevados.
O valor adicional varia conforme o consumo registrado no imóvel. Quanto maior for a quantidade de energia utilizada, maior será a cobrança da bandeira tarifária.
Confira uma simulação do acréscimo:
Os valores representam somente o adicional da bandeira amarela. A quantia final da fatura também inclui a tarifa da distribuidora, impostos, encargos setoriais, contribuição de iluminação pública e outros componentes aplicáveis a cada consumidor.
A permanência da bandeira amarela está relacionada ao período de menor volume de chuvas no país. Com condições menos favoráveis para a geração hidrelétrica, pode ser necessário ampliar o uso de fontes mais caras, como as usinas termelétricas.
A Aneel define mensalmente a cor que será aplicada no mês seguinte. O sistema funciona como um indicador das condições de geração de energia e dos custos enfrentados pelo Sistema Interligado Nacional.
Na bandeira verde, não existe cobrança adicional. A amarela representa condições menos favoráveis e acrescenta R$ 0,01885 por kWh consumido.
Já a bandeira vermelha possui dois níveis. No patamar 1, o acréscimo é de R$ 4,463 a cada 100 kWh. No patamar 2, aplicado em situações ainda mais custosas, o adicional chega a R$ 7,877 para o mesmo consumo.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para mostrar ao consumidor as variações mensais do custo de produção da eletricidade.
Antes da adoção do mecanismo, os custos mais elevados da geração eram incorporados posteriormente aos reajustes das distribuidoras. Com as bandeiras, a variação passa a ser sinalizada diretamente na fatura do mês.
A cobrança alcança os consumidores atendidos pelas distribuidoras de energia e conectados ao Sistema Interligado Nacional, com exceção das unidades localizadas em sistemas isolados.
O adicional também pode ser aplicado sobre o custo de disponibilidade, conhecido como consumo mínimo, conforme o tipo de ligação elétrica do imóvel e as regras de faturamento.
Diante da manutenção da cobrança extra, a Aneel recomenda o uso consciente da eletricidade. Algumas medidas podem ajudar a controlar o consumo:
Além de diminuir o valor da fatura, a redução do desperdício contribui para aliviar a demanda sobre o sistema elétrico durante o período seco.
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Fonte: OpenWeather
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