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Cobrança precoce? Financeira Safra envia contratos a escritório jurídico com apenas 6 dias de atraso

Atrasos de poucos dias em parcelas de financiamento já estariam sendo repassados a terceiros, segundo relatos; empresa confirma envio para cobrança extrajudicial.

Portal de Prefeitura

30 de setembro de 2025 às 15:10   - Atualizado às 15:58

Financeira Safra

Financeira Safra Foto: Divulgação/IA

Clientes do Banco Safra que possuem financiamento de veículos têm relatado uma situação preocupante: a financeira Safra estaria encaminhando contratos com apenas 6 dias de atraso para cobrança externa, envolvendo call centers e, em alguns casos, escritórios jurídicos terceirizados. A prática tem gerado reclamações em plataformas como o Reclame Aqui e reacende o debate sobre os direitos do consumidor frente à antecipação de cobranças mais agressivas.

Em diversos relatos, os consumidores apontam que, com apenas 6 dias de atraso, já começaram a receber ligações insistentes, mensagens automatizadas e até notificações de cobrança com ameaças indiretas de inclusão em listas de inadimplentes. A palavra-chave “Financeira Safra cobrança após 6 dias” tem sido buscada com frequência por consumidores que se sentem surpresos ou pressionados com esse tipo de abordagem.

Em um dos casos relatados ao Portal de Prefeitura, um cliente que atrasou uma parcela de financiamento em apenas 23 dias viu sua dívida (Parcela em Atraso) saltar de R$ 2.361,34 para R$ 3.374,88, após o contrato ser encaminhado para um escritório de cobrança extrajudicial. Isso representa um aumento de R$ 1.013,54 — ou seja, um acréscimo de aproximadamente 42,9% sobre o valor original da parcela, em menos de um mês.

Em uma das reclamações registradas no Reclame Aqui, a Safra Financeira respondeu oficialmente ao consumidor que afirmava que seu contrato havia sido entregue a um escritório de cobrança após apenas 6 dias de atraso.

Na resposta, a empresa disse:

“Conforme previsto em contrato, após o 6.º dia de vencido o financiamento é direcionado a cobrança call center … A partir do 21.º dia de vencido, contrato entra em cobrança na Assessoria jurídica, em caso de ajuizamento, acrescentam-se custas processuais.”

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Especialistas, no entanto, fazem um alerta: mesmo que a prática esteja prevista em contrato, o Código de Defesa do Consumidor proíbe cobranças abusivas, constrangimentos ou ameaças. “O grande problema é a falta de clareza e o impacto emocional causado em quem já está em situação de vulnerabilidade financeira”, explica a advogada Nathalia Ribeiro, especialista em contratos bancários.

Além disso, há relatos de cobrança de “honorários extrajudiciais” aplicados em prazos muito curtos, o que também pode ser questionado judicialmente, especialmente se não estiver devidamente previsto no contrato.

O que fazer se for cobrado indevidamente?

  • Solicite uma cópia do contrato e verifique as cláusulas de cobrança.
  • Guarde provas das ligações, e-mails e mensagens recebidas.
  • Recuse-se a pagar taxas não previstas.
  • Denuncie cobranças abusivas ao Procon ou ao Banco Central.
  • Busque apoio jurídico, se necessário.

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