Pernambuco, 04 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Capitão da PM é condenado a cinco anos por cobrar propina para liberar festas 'paredões'

Entre junho de 2023 e fevereiro de 2024, o capitão exigia pagamentos de comerciantes locais, feitos por PIX, que variam entre R$ 135,00 e R$ 500,00.

Gabriel Alves

10 de setembro de 2025 às 16:00   - Atualizado às 16:19

Capitão da PM condenado.

Capitão da PM condenado. Foto: Reprodução/TV Bahia

O capitão da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a cinco anos, um mês e 27 dias de prisão, além da perda do cargo, por corrupção passiva. A decisão, proferida pela Justiça Militar, foi publicada na terça-feira, 9 de setembro, e atendeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

De acordo com as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais), o oficial montou um esquema de cobrança de propinas para liberar eventos na cidade de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado, enquanto comandava a 4ª Companhia da PM.

O esquema funcionou entre junho de 2023 e fevereiro de 2024. Nesse período, o capitão exigia pagamentos de comerciantes locais, feitos por PIX, que variavam entre R$ 135 e R$ 500. Além do dinheiro, ele também recebia caixas de cerveja e outras bebidas alcoólicas.

Nas mensagens trocadas com os comerciantes, o PM usava o termo “Toddy” como senha para confirmar os pagamentos. O crime de corrupção passiva, segundo o MP, foi praticado ao menos 13 vezes.

A pedido do Ministério Público, a Justiça também decretou a prisão preventiva do capitão para garantir a ordem pública. O histórico dele pesou na decisão: Fabrício já havia sido condenado anteriormente por corrupção passiva a seis anos, dois meses e oito dias de prisão e ainda responde a quatro ações penais na 1ª Vara de Auditoria Militar.

Veja Também

Ex-prefeito é condenado

O ex-prefeito de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, João Bezerra Cavalcanti Filho (PSB), foi condenado por envolvimento em um esquema de fraude licitatória e desvio de recursos públicos na contratação de serviços de coleta de lixo. O contrato sob investigação ultrapassa R$ 9 milhões.

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em 2015 a gestão municipal rescindiu contrato com a empresa Brasfort Engenharia Ltda., sob justificativa de dificuldades financeiras e redução de custos. Em seguida, instaurou um processo de dispensa de licitação, concluído em apenas 48 horas, que resultou na contratação da empresa Mega Mak.

De acordo com a sentença do juiz Diego Vieira Lima, publicada na última quinta-feira, 28 de agosto, a contratação foi marcada por irregularidades, com indícios de ajustes prévios. A Mega Mak, no entanto, não prestou os serviços contratados, repassando ilegalmente a execução à empresa IICS, antes mesmo da ratificação da dispensa pelo então prefeito.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

23:59, 04 Out

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Eleitores em votação
Regras

Eleições 2026: saiba quais são os prazos para justificar o voto e as consequências da ausência

O Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), estabelece a obrigatoriedade do voto para brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 69 anos.

Segundo a mãe, a unidade informou que não havia fraldas e roupas disponíveis para trocar o menino.
Investigação

Criança autista é enviada para casa pela escola envolta em saco plástico e com fralda suja na Bahia

Mãe contesta justificativa da direção e cobra providências; Polícia Civil investiga o caso, e prefeitura encaminhou documentos para apuração administrativa.

PMPE amplia uso de drones no policiamento durante as eleições 2026
Operação

Em Pernambuco, PM mobiliza policiais para atuar com drones para reforçar segurança nas eleições 2026

A iniciativa utiliza aeronaves remotamente pilotadas para ampliar o monitoramento e apoiar as equipes de policiamento em diferentes regiões do Estado.

mais notícias

+

Newsletter