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Brasileira cai em trilha na Indonésia e aguarda resgate há mais de 12 horas

Juliana caiu em um trecho perigoso da trilha durante a madrugada de sábado.

Isabella Lopes

21 de junho de 2025 às 13:58   - Atualizado às 14:16

A brasileira Juliana Marins.

A brasileira Juliana Marins. Foto: Reprodução/ Internet

Uma brasileira caiu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok, na Indonésia, enquanto fazia uma caminhada pela área de vulcão na madrugada deste sábado, 21, pelo horário local, ainda noite de sexta-feira, pelo fuso do Brasil.

Montanhistas conseguiram alcançar a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após ela cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. Segundo o G1, a jovem permaneceu por cerca de 16 horas em um local de difícil acesso até ser localizada por montanhistas especializados. A irmã dela, Mariana Marins, confirmou as informações neste sábado, 21 de junho.

A operação de resgate foi dificultada pela geografia do local, coberta por neblina e com visibilidade comprometida. Segundo Mariana, os profissionais conseguiram descer até Juliana por volta das 21h no horário local, ainda manhã de sábado no Brasil, e forneceram água e comida à jovem, que se encontra viva e estabilizada.

Jovem estava a 300 metros da trilha original

Juliana caiu em um trecho perigoso da trilha durante a madrugada de sábado (pelo horário local), o que corresponde ao início da noite de sexta-feira, 20 de junho, no horário de Brasília. Com a queda, ela foi parar cerca de 300 metros abaixo da trilha principal, uma área remota e de difícil acesso.

Testemunhas que passaram pelo local algumas horas depois relataram à família que Juliana poderia ter escorregado ainda mais em direção a um precipício, aumentando a gravidade da situação. Um grupo de turistas estrangeiros avistou a brasileira com o uso de drone, e as imagens passaram a circular nas redes sociais para alertar autoridades e pessoas próximas à vítima.

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Família foi informada por redes sociais

A irmã de Juliana contou que só soube do acidente depois que vídeos e mensagens circularam online. Sem sinal de internet na montanha, Juliana não conseguiu entrar em contato diretamente com familiares. “Soube pelas redes sociais. Foi um choque, mas conseguimos acionar as autoridades rapidamente”, afirmou Mariana.

Um dos vídeos enviados à família mostra turistas dizendo, em inglês, que Juliana “parecia muito assustada”, evidenciando o estado emocional delicado em que ela se encontrava após a queda.

Embaixada brasileira atua no caso

A Embaixada do Brasil em Jacarta acompanha a situação de perto. Um representante informou que mantém contato constante com a família da jovem e que reforçou o pedido às autoridades locais para que o resgate fosse mantido mesmo durante a noite, apesar das dificuldades impostas pela escuridão e pelo terreno acidentado.

“Estamos acompanhando há mais de 13 horas o caso, em contato com a família e as autoridades. O local do acidente fica a cerca de quatro horas do centro urbano mais próximo e é uma área bem remota”, explicou o representante.

Mochilão pela Ásia

Natural de Niterói (RJ), Juliana Marins é publicitária e está em um mochilão pela Ásia. Antes de chegar à Indonésia, ela já havia visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia. A trilha no vulcão Rinjani foi realizada com apoio de uma empresa de turismo local.

O plano das equipes é iniciar a remoção de Juliana na manhã de domingo (22), aproveitando a luz natural e melhores condições de visibilidade. A jovem será colocada em uma maca especial para o transporte em terreno íngreme.

A operação segue sob vigilância e com apoio de equipes técnicas locais e voluntários experientes em resgate em áreas de montanha.

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