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Anvisa proíbe venda de azeite e suspende lotes de molho, champignon e polpa de fruta

Segundo a Anvisa, os produtos suspensos apresentaram resultados insatisfatórios em análises realizadas por laboratórios públicos

Isabella Lopes

08 de julho de 2025 às 19:31   - Atualizado às 19:44

Alimentos supensos.

Alimentos supensos. Foto: Reprodução/Internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na segunda-feira, 8 de julho, a suspensão imediata da venda de vários alimentos no Brasil. Entre os produtos afetados estão molho de alho, champignon em conserva, polpa de fruta e azeite de oliva. As decisões constam no Diário Oficial da União e envolvem riscos sanitários apontados por laudos laboratoriais.

Segundo a Anvisa, os produtos suspensos apresentaram resultados insatisfatórios em análises realizadas por laboratórios públicos. O problema foi detectado principalmente na presença de substâncias em níveis irregulares e contaminações por materiais estranhos.

Entre os itens recolhidos está o molho de alho da marca Qualitá, do Grupo Pão de Açúcar (GPA), lote 29, com validade até janeiro de 2026. Fabricado pela empresa Sakura Nakaya Alimentos, o produto apresentou quantidade irregular de dióxido de enxofre, com 20,4 mg/kg detectados. A presença da substância em níveis acima do permitido pode causar reações adversas, especialmente em pessoas sensíveis.

A marca afirmou, em nota, que recolheu as unidades assim que foi informada da irregularidade. Também informou que está apurando o ocorrido junto ao fornecedor e disponibilizou canais de atendimento para troca ou ressarcimento dos consumidores.

Outro item afetado é o champignon inteiro em conserva da marca Imperador, lote 241023CHI, com validade até outubro de 2026. O produto, fabricado pela Indústria e Comércio Nobre, também foi reprovado por conter níveis de dióxido de enxofre acima do permitido.

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A empresa Imperador Alimentos declarou que iniciou o recolhimento imediato do lote e que está colaborando com as autoridades para esclarecer o problema. Um endereço de e-mail foi disponibilizado para esclarecimentos.

Além disso, a polpa de morango da marca De Marchi, lote 09437-181, com validade até novembro de 2026, também teve sua comercialização suspensa. O motivo foi a detecção de matérias estranhas no produto, conforme análise feita pelo Lacen de Santa Catarina. A marca informou que já está adotando as medidas necessárias após ser notificada pela agência reguladora.

Azeite com origem desconhecida está totalmente proibido

A Anvisa também proibiu a comercialização de todos os produtos da marca Vale dos Vinhedos, identificada como fabricante de azeite extravirgem. A medida é mais rigorosa do que a suspensão de lotes, pois impede qualquer tipo de produção, venda ou distribuição da marca no território nacional.

De acordo com a Anvisa, a empresa responsável pela importação, Intralogística Distribuidora Concept LTDA, está com o CNPJ suspenso por inconsistências cadastrais junto à Receita Federal. Além disso, os testes laboratoriais identificaram irregularidades tanto na composição quanto na rotulagem dos produtos da marca, o que compromete a segurança e a transparência para o consumidor.

Outro ponto preocupante é que a agência afirmou não conseguir localizar os contatos da marca ou da distribuidora, o que dificulta qualquer possibilidade de esclarecimento ou fiscalização adicional.

O que o consumidor deve fazer

Os consumidores que adquiriram algum dos produtos citados devem interromper o uso imediatamente. A orientação é guardar o item, se possível, e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da marca para solicitar ressarcimento ou troca.

Em casos de sintomas adversos após o consumo, é essencial procurar atendimento médico e relatar o uso do produto ao profissional de saúde.

A Anvisa reforça que mantém fiscalização constante sobre alimentos e bebidas comercializados no Brasil. O órgão utiliza resultados de testes laboratoriais públicos, além de denúncias e informações técnicas, para adotar medidas preventivas em defesa da saúde pública.

Esse tipo de medida mostra a importância de acompanhar a origem e a procedência dos alimentos consumidos. Produtos com rotulagem irregular, composição duvidosa ou origem desconhecida representam riscos que vão desde reações alérgicas até intoxicações.

A recomendação é que o consumidor sempre verifique rótulos, procure informações sobre a marca e desconfie de preços muito abaixo do mercado, principalmente no caso de azeites e alimentos processados. Para verificar se um produto já foi alvo de proibição, o Ministério da Agricultura e a própria Anvisa oferecem ferramentas online de consulta por marca ou nome da empresa.

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