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Adolescentes são apreendidos por fabricar armas e planejar massacre em escola

Os adolescentes, ambos de 17 anos, segundo apurações, propagavam discursos de ódio contra mulheres, negros e pessoas LGBTQIA+, além de divulgar símbolos nazistas.

Gabriel Alves

26 de agosto de 2025 às 11:07   - Atualizado às 11:12

Material dos adolescentes apreendidos.

Material dos adolescentes apreendidos. Foto: Divulgação/PCDF

Policiais civis da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) apreenderam um dos adolescentes investigados por planejar um massacre em uma escola pública do Distrito Federal.

Os dois jovens, ambos de 17 anos e estudantes do 2º ano do ensino médio, estavam sendo monitorados após denúncia feita pela Secretaria de Educação. Por segurança, a Polícia Civil (PCDF) não revelou o endereço nem a região administrativa da unidade de ensino.

As investigações começaram depois que a mãe de um dos adolescentes descobriu os planos e repreendeu o filho, reduzindo inicialmente o risco imediato. Ainda assim, a DPCEV passou a acompanhar as redes sociais e a produção de conteúdo dos jovens.

Mandados de busca

Na segunda-feira, 25 de agosto, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca nas residências dos adolescentes. Foram apreendidos celulares, computadores e materiais que faziam apologia ao nazismo, ao racismo e a ataques a escolas. Entre os itens divulgados pela corporação estavam uma bandana de caveira e um caderno com desenhos de armas.

Um dos adolescentes já estava em tratamento psiquiátrico. O outro foi conduzido à Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II) para adoção das medidas cabíveis.

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Segundo a polícia, todo o material apreendido passará por perícia, e a investigação segue para verificar conexões com outros grupos e prevenir novos riscos. A DPCEV reforça a orientação para que pais e responsáveis acompanhem de perto o conteúdo acessado por seus filhos na internet e façam denúncias caso identifiquem sinais de radicalização.

“Dia zero”

As apurações mostram que os adolescentes propagavam discursos de ódio contra mulheres, negros e pessoas LGBTQIA+, além de divulgar símbolos nazistas em um site criado por eles.

A dupla também usava o TikTok para ampliar o alcance do conteúdo, embora algumas contas tenham sido derrubadas pela plataforma por violar regras contra discurso de ódio.

Entre o fim de 2024 e junho de 2025, eles chegaram a gravar cerca de 10 vídeos detalhando os preparativos para o massacre, marcado para o dia 20 de setembro e chamado por eles de “dia zero”. Os arquivos foram apagados em junho.

Em um dos vídeos, os adolescentes afirmam a intenção de adquirir armas:

“A gente quer comprar armas no mercado negro, mas não sabemos ainda como entrar nesse meio”.

Em seguida, aparecem manuseando armamentos e reforçando o desejo de matar:

“Só preciso de armamento porque aí eu só vou matar ‘de boa’. Quem invade escola de faca, é imbecil”, dizem no registro.

 

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