"Estudos em neurociências apontam que a rotina, o sedentarismo, a falta da formação cultural e intelectual e a baixa escolaridade são mazelas que favorecem a penetração da demência" escreve colunista.
Artigo. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
Previsões assustadoras apontam que países em desenvolvimento podem se tornar futuros “celeiros dos idiotas”, pois as doenças degenerativas, entre elas o Alzheimer, tende a reinar. Estudos em neurociências apontam que a rotina, o sedentarismo, a falta da formação cultural e intelectual e a baixa escolaridade são mazelas que favorecem a penetração da demência.
De repente, surge a confusão mental, problemas cognitivos (dificuldade de compreender, esquecer das coisas, até mesmo as rotinas diárias e cometer garfes repetitivas), então, acende a luz amarela: há algo errado.
O buraco pode ser mais embaixo quando falamos do Alzheimer. As pessoas brincam e caçoam dos outros dizendo que “o alemão o pegou”, referindo-se à doença, pois foi um alemão, Alois Alzheimer, quem descobriu e deu o seu próprio nome a ela.
Nesses últimos anos, os cientistas têm se debruçado, pesquisando e publicando artigos relacionados ao tema, contudo, o que temos hoje são pesquisas e estudos dos cérebros europeus e do surgimento da doença na América do Norte. Pouco se sabe do cérebro do brasileiro, embora existam preocupações em relação a doença e os sintomas em diferentes continentes. Hoje, se mede a pressão arterial com escalas diferentes, por exemplo: existe um equipamento para aferir a pressão do brasileiro e um outro equipamento para aferir a do japonês. Entretanto, as demências e o Alzheimer são tratados do mesmo jeito aqui e na Europa. Tomamos o mesmo remédio para transtornos depressivos tanto aqui quanto nos Estados Unidos, mas os sintomas podem variar e a história da evolução do transtorno é completamente adversa. No entanto, as terapias e os fármacos têm o mesmo formato, tanto para Europa quanto para a Ásia, América do Norte e América do Sul. A evolução dos transtornos mentais é diferente, pois, embora as doenças se comportem do mesmo jeito, os transtornos são diferentes. O Alzheimer, possui origens biológicas e casuais que podem ser evoluídas ou não de acordo com os padrões culturais desses continentes.
O DSM-5 coloca tudo no mesmo balaio, como se os humanos fossem vacas e bois, e os fármacos e as terapias convencionais estão mais voltados para as cabeças, as cucas e o cérebro da América do Norte ou da Alemanha do que dos brasileiros. Somos cobaias?
Como pesquisador, chamo a atenção dos cientistas que muitos estão mais a serviço da indústria farmacêutica do que da ciência e da humanidade. A forma de viver do brasileiro, os seus hábitos e rotinas, podem acelerar aparecimento precoce do Alzheimer na população. Existe um conceito que o Alzheimer só ocorre em pessoas acima dos 65 anos, mas hoje encontramos pessoas na faixa dos 30 anos com pré-sintomas da doença. Estamos conduzindo a nação para uma “cratera” gigantesca devido ao excessivo consumo de açúcar, uma vida voltada para a recompensa e o prazer, onde esses neurônios precisam de mais quantidade de energia (açúcar), e o resultado pode ser caótico. Existem vários fatores que podem acelerar o aparecimento do Alzheimer, entre eles: a falta de exercícios físicos, falta de leitura, baixa escolaridade, surdez (pois a área do cérebro deixa de ser estimulada), aparecimento de diabetes, pressão alta, a falta da socialização (contato físico).
A "facilidade" sugerida pelas redes sociais e o glamour, pode levar o humano a não conquista e à lamentação. O lamentador foge das resoluções equacionais e se torna um forte candidato às demências. O Alzheimer não pede licença. Ele já tem a senha para entrar no seu cérebro, e essa senha é a rotina, que funciona como o "Wi-Fi" da doença.
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