Chuvas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que o ano de 2026 começa sob a influência de um padrão atmosférico favorável à formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
O escoamento de ventos em baixos níveis, transportando umidade da Amazônia em direção às regiões Centro-Oeste e Sudeste, associado à elevada disponibilidade de umidade em médios níveis da atmosfera, favorecem a formação de áreas de instabilidade.
Esse cenário pode resultar em tempestades localizadas, com chuva volumosa em curto intervalo de tempo, rajadas intensas de vento e possibilidade de queda de granizo sobre toda a Região Sudeste, Goiás, Distrito Federal e oeste da Bahia — áreas que também registram temperaturas elevadas.
Atenção especial para o Vale do Paraíba (SP), região serrana do Rio de Janeiro, sul de Minas, Zona da Mata mineira e sul do Espírito Santo.
Para essas áreas, os modelos do Inmet indicam acumulados mais expressivos, que podem se aproximar de 100 mm em 24 horas.
Nas demais regiões do país, as instabilidades persistem no Sul, no Norte e nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A previsão aponta chuva com taxas de até 30 mm/h e ventos de até 60 km/h.
No sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, há potencial para episódios mais severos, com acumulados próximos de 100 mm em 24 horas e rajadas que podem alcançar 100 km/h.
Nesta sexta-feira (02), a aproximação de uma frente fria pelo litoral de São Paulo tende a potencializar as instabilidades e manter o padrão de temporais localizados nas áreas já citadas
No decorrer do sábado (03), a tendência é que o sistema frontal se acople ao escoamento que se estende da Amazônia e passa pelas regiões Centro-Oeste e Sudeste, configurando o primeiro episódio de ZCAS de 2026 — o sétimo da temporada primavera/verão 2025/2026.
A expectativa é de manutenção de uma extensa faixa de chuvas persistentes entre sábado (03) e, pelo menos, sexta-feira (09), com acumulados que podem superar 250 mm ao longo do período de atuação do sistema.
A princípio os modelos apontam para uma área que se estende do Amazonas, passando por Rondônia, Mato Grosso, Goiás, sul do Tocantins, sudoeste da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Recomenda-se atenção redobrada para capitais localizadas nas áreas de maior potencial de chuva, como Brasília, Goiânia, Belo Horizonte e Vitória, além da região serrana do Rio de Janeiro, devido ao risco de transtornos associados aos elevados acumulados de chuva previstos.
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Fonte: OpenWeather
De acordo com o comunicado, a atuação do Vórtice Ciclônico em Altos Níveis, em associação com a confluência dos ventos em baixos níveis é o responsável pela condição climática.
A atualização reforça a necessidade de atenção da população que vive nessas áreas, especialmente em locais com histórico de alagamentos.
O Inmet orienta que a população evite enfrentar o mau tempo e fique atenta a sinais de risco, como alterações em encostas.
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