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Vídeo: Bolsonaro se emociona ao falar da saída de Eduardo do país: "um dia marcante para mim"

O deputado federal anunciou nesta terça-feira, 18 de fevereiro, o seu pedido de licença do cargo na Câmara.

Fernanda Diniz

18 de março de 2025 às 16:40   - Atualizado às 16:40

Bolsonaro ao lado de Eduardo Bolsonaro.

Bolsonaro ao lado de Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodudão/Redes sociais

Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PL-SP), pediu licença do cargo na Câmara dos Deputados para viver nos Estados Unidos. O parlamentar argumentou em um vídeo publicado nas suas redes sociais que a mudança é "para buscar sanções aos violadores dos direitos humanos".

Ainda na postagem, Eduardo afirmou ser alvo de perseguição, critica o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e chama a Polícia Federal de "Gestapo", polícia secreta da Alemanha nazista.

"Irei me licenciar sem remuneração para que possa me dedicar integralmente e buscar sanções aos violadores de direitos humanos. Aqui, poderei focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua Gestapo da Polícia Federal merecem", disse.

Após o anúncio do filho, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de uma coletiva de imprensa, e comentou a saída do filho "03" do país. 

Emocionado, Bolsonaro afirmou que este é um dia marcante para ele e que o "nazifascismo que cada vez mais avança sobre o nosso País"

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"Hoje está sendo um dia marcante para mim. (Com) o afastamento de um filho, que se afasta mais do que por um momento de patriotismo. (Ele) se afasta para combater algo parecido com o nazifascismo que cada vez mais avança sobre o nosso País", declarou aos presentes, sendo o último a falar na solenidade de abertura.

O ex-presidente fez acenos ao seu eleitorado evangélico ao dizer que o "exemplo de Israel está vivo em nossos corações" e que "sempre esteve ao lado de Deus". Mandou um abraço ao premiê israelense por meio do embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, e lembrou o fato de Trump ter cumprimentado o seu filho Eduardo durante uma conferência de extrema-direita nos Estados Unidos.

Veja vídeo: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Abraji repudia ataque de Eduardo Bolsonaro

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu uma nota de repúdio contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) após o parlamentar publicar uma postagem nas redes sociais na qual ataca e ameaça o jornalista Guilherme Amado. A manifestação da entidade, divulgada na segunda-feira, 17, foi motivada por uma declaração do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no X (antigo Twitter), em que afirmou ter citado Amado durante uma reunião na Casa Branca, nos Estados Unidos.

De acordo com a Abraji, a intimidação está relacionada à publicação de uma reportagem na coluna de Amado no PlatôBR sobre a live realizada por Eduardo Bolsonaro em Washington, enquanto ocorria uma sessão plenária do Congresso Nacional. Nesta terça-feira, 18, Eduardo Bolsonaro anunciou que está se licenciando do cargo e permanecerá nos Estados Unidos por tempo indeterminado.

Em resposta à reportagem de Amado, o parlamentar, que está nos EUA desde o final de fevereiro, associou falsamente o jornalista à prisão do ex-assessor especial da Presidência da República Filipe Martins, detido pela Polícia Federal na operação Tempus Veritatis, em fevereiro de 2024. "A intimidação faz referência a uma campanha de desinformação mobilizada pelo deputado Bolsonaro junto a outros parceiros políticos", diz a nota.

"Estive na Casa Branca, sua matéria da inserção falsa da entrada do Filipe Martins foi um dos assuntos, você tem razão de ficar com medo", escreveu Eduardo Bolsonaro no X, na última quinta-feira, 13.

A entidade esclarece que a matéria do jornalista, publicada em outubro de 2023, revelou um documento da imigração dos Estados Unidos, obtido por meio de consulta pública, que registrava a entrada de Filipe Martins no país em 30 de dezembro de 2022. Posteriormente, verificou-se que o documento continha um erro e que Martins, na realidade, estava no Brasil naquele período. A reportagem foi alterada para incluir essa informação, mas a defesa do ex-assessor utilizou o dado inicial para contestar a prisão.

A Abraji, no entanto, ressalta que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de decretar a prisão de Martins não teve como base a reportagem de Guilherme Amado, mas, sim, um relatório da Polícia Federal. "Eduardo Bolsonaro divulga a falsa informação de que a reportagem de Guilherme Amado seria responsável pela prisão de Martins. No entanto, a decisão do ministro Alexandre de Moraes [...] não se baseia na reportagem, mas em um relatório da Polícia Federal", enfatiza a nota da entidade.

A associação também denuncia o que classifica como uma estratégia recorrente do deputado para atacar jornalistas e descredibilizar a imprensa. "A publicação tem o intuito de mobilizar seus apoiadores contra o jornalista e, assim, tentar silenciar o seu trabalho, justamente quando este mostra contradições de sua atuação como parlamentar", afirma o texto.

A Abraji reforça ainda que agentes públicos, especialmente parlamentares, devem estar sujeitos ao escrutínio da imprensa e da sociedade, considerando o impacto de suas decisões na vida política e institucional do País. "As ameaças e as intimidações configuram uma grave violação da liberdade de imprensa - premissa que deve ser respeitada por todos e é uma obrigação constitucional dos agentes públicos", conclui a nota.

Leia a nota na íntegra:

A Abraji condena o ataque virtual do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) contra o jornalista Guilherme Amado. O parlamentar usou suas redes sociais para atacar e ameaçar o profissional, afirmando que citou Amado em uma reunião que teve na Casa Branca, nos Estados Unidos.

A postagem foi uma resposta a uma matéria publicada na coluna de Amado no Platô BR que relata a live realizada pelo parlamentar em Washington, enquanto era realizada uma sessão plenária do Congresso Nacional.

A intimidação faz referência a uma campanha de desinformação mobilizada pelo deputado Bolsonaro junto a outros parceiros políticos, alegando falsamente que Amado teria causado a prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro. A postagem indica que esta acusação de armação contra Martins foi apresentada em reunião com membros do partido Republicano, nos Estados Unidos.

O jornalista publicou, em outubro de 2023, a informação obtida por consulta pública de documento da imigração nos Estados Unidos, que registrava a entrada de Filipe Martins no país em 30 de dezembro de 2022. Investigado pela Polícia Federal, Martins foi preso em uma operação da PF e posteriormente solto, porque a defesa demonstrou que ele estava no Brasil naquele período e que o documento da imigração estaria errado. A reportagem da coluna de Amado foi atualizada com uma correção que deixa claro que havia um registro de sua viagem ao Brasil, mas não da confirmação da realização da viagem.

Assim como seus seguidores, Eduardo Bolsonaro divulga a falsa informação de que a reportagem de Guilherme Amado seria responsável pela prisão de Martins. No entanto, a decisão do ministro Alexandre de Moraes de decretar a prisão do ex-assessor de Bolsonaro não se baseia na reportagem, mas em um relatório da Polícia Federal.

A Abraji repudia a atitude de Eduardo Bolsonaro que sistematicamente tenta descredibilizar o trabalho de jornalistas por meio de ameaças, ataques virtuais e campanhas de desinformação. A publicação tem o intuito de mobilizar seus apoiadores contra o jornalista e, assim, tentar silenciar o seu trabalho, justamente quando este mostra contradições de sua atuação como parlamentar.

Os parlamentares, pelo exercício de um cargo eletivo, devem suportar o escrutínio público de suas atividades, considerando o impacto que geram no orçamento e na vida pública. As ameaças e as intimidações configuram uma grave violação da liberdade de imprensa - premissa que deve ser respeitada por todos e é uma obrigação constitucional dos agentes públicos.

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