Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não forneceu as informações necessárias para comprovar que os produtos de origem animal exportados ao bloco atendem às exigências estabelecidas
Industria de carne bovina no Brasil Foto: Agência pública
A União Europeia decidiu retirar o Brasil da relação de países considerados em conformidade com as normas do bloco sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Com a medida, as exportações brasileiras de carne para os países europeus ficarão impedidas a partir de 3 de setembro deste ano.
A decisão foi divulgada em documento publicado na sexta-feira, 5 de junho. Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não forneceu as informações necessárias para comprovar que os produtos de origem animal exportados ao bloco atendem às exigências estabelecidas para o controle e utilização de antimicrobianos na pecuária.
Essas substâncias são utilizadas para prevenir e tratar doenças em animais e, em determinadas situações, também podem ser empregadas para estimular o crescimento dos rebanhos. A União Europeia vem adotando regras cada vez mais rígidas sobre o tema, com o objetivo de combater a resistência antimicrobiana e reforçar padrões de segurança alimentar.
Enquanto o Brasil perdeu a autorização, outros integrantes do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram na lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para o mercado europeu.
O documento também registra a retirada de outros territórios da relação de exportadores autorizados, mas por motivos diferentes. Austrália, no caso dos ovos, Ucrânia, para carne de coelho, e Ilhas Malvinas, para produtos aquícolas, deixaram a lista após manifestarem a intenção de não comercializar esses itens com a União Europeia.
Entre os países excluídos por não atenderem às exigências de informação, apenas o Brasil foi citado. Em 2024, o país figurava entre os autorizados a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de produtos como mel, pescado e tripas. Na atualização mais recente, o nome brasileiro não aparece em nenhuma dessas categorias.
Por outro lado, a União Europeia ampliou a lista de países habilitados, incluindo nações como Índia, Indonésia, Irã, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tunísia, Tanzânia, Uganda e Uzbequistão, entre outras.
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