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Tom Cavalcante faz piada sobre relação entre Bolsonaro e pastor Silas Malafaia

Na sátira, o personagem do líder religioso fala em tom elevado, chega a xingar Eduardo Bolsonaro de "babaca" e critica Jair por "erro estratégico", em referência aos áudios vazados do pastor.

Cami Cardoso

23 de agosto de 2025 às 10:56   - Atualizado às 11:23

Tom Cavalcante faz piada sobre relação entre Bolsonaro e pastor Silas Malafaia

Tom Cavalcante faz piada sobre relação entre Bolsonaro e pastor Silas Malafaia Foto: Reprodução

O humorista Tom Cavalcante publicou uma esquete humorística ironizando a relação entre o pastor Silas Malafaia e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na sátira, o personagem do líder religioso fala em tom elevado, chega a xingar Eduardo Bolsonaro de “babaca” e critica Jair por “erro estratégico”, em referência aos áudios vazados do pastor.

Confira vídeo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Áudios vazados

Um áudio obtido pela Polícia Federal, anexado a um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), revela Malafaia chamando o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de "babaca" e ameaçando "arrebentar" com ele publicamente caso voltasse a adotar certo posicionamento.

O áudio faz parte das mensagens trocadas entre Malafaia e o ex-presidente Bolsonaro. Na gravação, o pastor critica duramente o filho do ex-chefe do Executivo por suas falas em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Malafaia também pede ação mais firme de Bolsonaro diante do cenário político, afirmando que “a faca e o queijo estão na tua mão” e que não é hora de “perder isso”.

Eduardo Bolsonaro reage e publica vídeo direcionado ao pastor

Poucas horas após a divulgação do áudio, Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais em que se dirige diretamente a Silas Malafaia. Apesar do tom do áudio, o deputado não confrontou o pastor. Pelo contrário, afirmou que estão “juntos” e que ambos enfrentam um momento difícil diante do que chamou de "últimos atos desse regime".

No vídeo, Eduardo afirma que os áudios fazem parte de uma suposta “fishing expedition”, expressão usada quando autoridades vasculham celulares à procura de elementos que possam comprometer investigados. Segundo o parlamentar, há vazamento seletivo de conteúdo com o objetivo de criar uma “cortina de fumaça” para desviar o foco de questões mais relevantes.

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PF indicia Bolsonaro e Eduardo por coação e tentativa de golpe

A Polícia Federal anexou o áudio ao processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram formalmente indiciados por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O material, extraído do celular de Bolsonaro, reforça a suspeita de que aliados do ex-presidente teriam agido nos bastidores para interferir em decisões do STF.

Além de Eduardo, o áudio também cita Flávio Bolsonaro. No conteúdo gravado, Malafaia elogia o senador por suas declarações na GloboNews, nas quais defende o diálogo sobre anistia a envolvidos em atos antidemocráticos. O pastor destaca que Flávio conseguiu articular melhor o discurso, ao contrário do irmão, que teria “falado merda”.

Malafaia foi alvo de busca e apreensão no aeroporto

Silas Malafaia também passou a figurar entre os alvos diretos das investigações. A Polícia Federal o abordou no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após sua chegada de Lisboa. A operação de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que considera que as ações do pastor, em conjunto com Bolsonaro, configuram atos de obstrução de investigação e coação de testemunhas.

Na decisão, Moraes afirma que Malafaia integra um grupo que atua para interferir no andamento de processos judiciais em curso. Além disso, o ministro menciona a existência de vínculos subjetivos entre o pastor e o ex-presidente da República.

Sanções e movimentações internacionais

O caso ganhou repercussão internacional após a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro, que tem feito diversas viagens aos Estados Unidos, se manifestou nas redes sem citar diretamente as sanções, mas relacionando o episódio à tentativa de enfraquecer o Supremo.

O deputado ainda afirmou que algumas figuras políticas estariam iludidas ao achar que o governo norte-americano reverteria suas posições. Ele classificou a situação como um “ato de desespero” de quem estaria tentando abafar o que realmente acontece nos bastidores.

"É aquela situação do desespero, que não sabem mais o que fazer. Tem gente até achando que o [Donald] Trump vai mudar de ideia ou pensando que é igual o Brasil, que a depender do escritório de advocacia que você contrate eles podem reverter as coisas. Nos Estados Unidos, a banda toca diferente. Tamo junto, pastor. O senhor, igual a mim, está preocupado com Brasil e com os brasileiros. Bola para frente", disse o deputado .

Bolsonaro sob tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A medida foi determinada após o ex-presidente desrespeitar as restrições impostas por Alexandre de Moraes, como a proibição de comunicação com autoridades estrangeiras e com o próprio Eduardo Bolsonaro.

Moraes justificou a prisão alegando que Bolsonaro participou de eventos políticos por telefone e produziu conteúdo com o objetivo de incitar ataques ao STF, por meio das redes sociais dos filhos e de seus apoiadores.

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