A notificação foi enviada na noite da segunda-feira, 20 de janeiro.
21 de janeiro de 2025 às 18:19 - Atualizado às 18:27
Ministro da fazenda Fernando Haddad Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Tik Tok excluiu um vídeo manipulado por inteligência artificial que atribuía ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a declarações falsas sobre "taxação de pobres".
A remoção foi realizada após a Advocacia-Geral da União AGU intimar a rede social a tirar o vídeo do ar em 24 horas.
A notificação foi enviada na noite da segunda-feira, 20 de janeiro. O vídeo já havia sido excluído na manhã desta terça, segundo a AGU.
Os advogados da União argumentaram que a postagem tem caráter enganoso e fraudulento.
"A análise do material evidencia a falsidade das informações por meio de alterações perceptíveis na movimentação labial e discrepâncias no timbre de voz, típicas de conteúdos forjados com o uso de inteligência artificial generativa", diz um trecho do documento.
A AGU ressaltou que a publicação já havia sido retirada do ar e foi repostada pelo mesmo usuário.
Na semana em que o governo brasileiro criticou novas normas da Meta, sobre a política de exclusão de publicações, a Advocacia-Geral da União AGU enviou ao Facebook (rede social ligada à empresa), na quinta, 9 de janeiro, uma notificação extrajudicial para que a plataforma remova, em 24 horas, um vídeo adulterado com uso de inteligência artificial.

No material publicado, “o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aparece fazendo afirmações que jamais foram feitas”, apontou a AGU.
A AGU argumenta que a postagem manipulada contém informações fraudulentas e atribui ao ministro declarações inexistentes “sobre a criação de um imposto incidente sobre animais de estimação e pré-natal", diz a notificação.
“A análise do material evidencia a falsidade das informações por meio de cortes bruscos, alterações perceptíveis na movimentação labial e discrepâncias no timbre de voz, típicas de conteúdos forjados com o uso de inteligência artificial generativa”, aponta a AGU.
Os advogados da União consideraram que o vídeo é “desinformativo”, já que apresentaria fatos não condizente com a realidade para “confundir o público sobre a posição do Ministro da Fazenda acerca de assuntos de interesse público”.
A AGU considera que o caráter enganoso e fraudulento das postagens vai contra os próprios Termos de Uso do Facebook, que vedam a utilização da plataforma para finalidades ilegais. Os advogados defendem que, inclusive, os “Padrões da Comunidade da plataforma” recomendam a remoção de “conteúdo que possa contribuir diretamente na interferência do funcionamento de processos políticos”.
Estadão Conteúdo
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