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Novas tarifas dos EUA derrubam preços de carne, café e laranja no Brasil

Donald Trump, anunciou que aumentará para 50% as tarifas de importação sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Fernanda Diniz

23 de julho de 2025 às 16:50   - Atualizado às 17:05

Novas tarifas dos EUA derrubam preços de carne.

Novas tarifas dos EUA derrubam preços de carne. Arte: Portal de Prefeitura

O mercado de atacado interno brasileiro já sente os efeitos das novas tarifas de importação anunciadas pelo governo de Donald Trump, mesmo antes de sua entrada em vigor, prevista para 1º de agosto. O impacto, no entanto, não tem sido de alta, mas sim de queda nos preços de produtos que são carro-chefe das exportações brasileiras, como carne bovina, café e laranja.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), a carne bovina registrou recuo expressivo: o preço da arroba do boi gordo em dólar caiu 8,05% em julho, passando de US$ 58 para US$ 53,20 até o dia 23.

O café arábica, principal tipo consumido nos EUA e amplamente exportado pelo Brasil, recuou 4,18% no mesmo período, enquanto o robusta teve queda ainda mais acentuada, de 11,41%. Já a laranja sofreu desvalorização de 5%, com a caixa de 40,8 kg caindo de US$ 8 para US$ 7,60.

As principais commodities brasileiras exportadas ao mercado americano vêm se desvalorizando no atacado interno, movimento que vai na contramão da valorização registrada nos Estados Unidos. Segundo o CEPEA, a instabilidade no setor aumentou com o anúncio da nova política tarifária, que deve elevar a taxa de importação de café de 10% para 50% a partir de agosto.

A medida deve impactar diretamente o Brasil, que é o maior exportador mundial de café arábica, respondendo por cerca de um terço das importações americanas. Já a Colômbia, segundo maior fornecedor (20%), segue isenta da sobretaxa, o que pode favorecer sua competitividade no mercado norte-americano.

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Governo lula busca driblar tarifas 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na segunda-feira (21), de um encontro no Chile com líderes ibero-americanos para discutir temas como regulação de tecnologias digitais, comércio internacional e segurança democrática. A reunião, organizada pelo presidente chileno Gabriel Boric, incluiu representantes da Colômbia, Uruguai e Espanha, além de ausências notáveis, como a do México.

Eixos de Debate: Tecnologia e Soberania
O evento enfocou três pilares: fortalecimento do multilateralismo, redução de desigualdades e regulação de big techs. Propostas como a taxação de gigantes digitais e transparência de algoritmos foram debatidas, com o governo brasileiro destacando a necessidade de equilibrar inovação e responsabilidade fiscal. Paralelamente, as tensões comerciais com os EUA — incluindo ameaças de tarifas por parte de Donald Trump — entraram na pauta como exemplo de desafios a serem enfrentados coletivamente.

Medidas Propostas Contra Interferências Externas
Pedro Sánchez, premiê da Espanha, sugeriu mecanismos para coibir desinformação, como sistemas de pseudônimos verificados e responsabilização de executivos de plataformas. Já Lula reiterou a importância de respostas coordenadas a medidas unilaterais, sem citar nominalmente adversários políticos. “A soberania não pode ser solapada por interesses eleitorais externos”, declarou um assessor da comitiva brasileira.

Contexto de Polarização e Busca por Consensos
A reunião ocorre em um cenário de fragmentação política global, com países como os EUA adotando posturas mais assertivas em política externa. Embora o governo brasileiro classifique as ameaças de tarifas como “preocupantes”, o foco do diálogo foi técnico: desde a governança da inteligência artificial até a criação de marcos regulatórios compartilhados para evitar abusos de poder econômico.

Impactos Práticos para o Brasil
Além da agenda digital, o encontro serviu para explorar alternativas a eventuais retaliações comerciais. Um ponto de consenso foi a defesa de mecanismos de solução de controvérsias por meio de organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC). Para analistas, a estratégia busca isolar decisões unilaterais sem adotar retórica confrontista.

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