Subtenente da Polícia Militar, de 59 anos, é morta a tiros pelo namorado Foto: Reprodução
A Polícia Militar e a Polícia Civil investigam a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, encontrada morta a tiros dentro de sua residência no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na segunda-feira, 6 de abril.
O principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos, preso em flagrante no local, segurando a arma utilizada no crime.
Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha um relacionamento de cerca de um ano e quatro meses e morava junto há dois meses.
O suspeito apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido, inicialmente alegando que Marlene teria cometido suicídio, o que levou os investigadores a tratar o caso como feminicídio.
A delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), informou que não havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal.
O velório e sepultamento da subtenente ocorreram na tarde desta terça-feira (7), no cemitério Memorial Park. Colegas de Marlene prestaram homenagens, destacando a dedicação e o profissionalismo da policial ao longo de quase quatro décadas de serviço.
Em nota, o Comando-Geral da Polícia Militar lamentou a morte, prestou solidariedade à família e amigos, e afirmou que acompanha o caso de perto, oferecendo apoio aos familiares. A Polícia Civil segue apurando todas as circunstâncias do crime, que chocou colegas de Marlene e moradores da região.
O feminicídio é considerado a forma mais extrema de violência contra a mulher, caracterizado quando uma mulher é morta por questões de gênero, muitas vezes em contextos de relações íntimas ou familiares.
No Brasil, o crime ganhou reconhecimento legal em 2015, com a Lei nº 13.104, que incluiu o feminicídio no Código Penal como circunstância qualificadora do homicídio.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média, uma mulher é assassinada a cada duas horas. As vítimas geralmente têm entre 20 e 39 anos, e muitos crimes ocorrem dentro de casa, cometidos por parceiros, ex-parceiros ou conhecidos da vítima.
O feminicídio não se restringe a homicídios isolados; ele reflete padrões culturais de desigualdade, machismo e violência estrutural contra a mulher. Casos de ciúmes, rejeição de relacionamentos ou disputa familiar frequentemente estão entre os fatores motivadores, tornando o crime um indicador preocupante de relações desiguais e violentas.
Para tentar reduzir os números, a legislação brasileira prevê medidas específicas, como aumento de pena para homicídios de mulheres motivados por gênero, registro de boletins de ocorrência com enfoque em violência doméstica e proteção policial preventiva. Além disso, programas de apoio psicológico e abrigos temporários buscam oferecer proteção às vítimas antes que a violência escale para o homicídio.
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