Enfermeiros. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasi
Uma decisão consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou ao centro do debate jurídico e administrativo ao reafirmar que candidatos aprovados em concursos públicos podem tomar posse em cargos que exigem ensino médio profissionalizante ou curso técnico, mesmo sem o certificado técnico específico, desde que possuam diploma de nível superior na mesma área profissional.
O entendimento foi firmado pela Primeira Seção do STJ, sob o rito dos recursos especiais repetitivos, no chamado Tema 1.094, o que confere caráter vinculante à tese para o Judiciário e forte orientação para a Administração Pública.
De acordo com a tese fixada, o diploma de nível superior na mesma área profissional supre a exigência de formação técnica prevista no edital, não configurando afronta ao princípio da vinculação ao edital nem violação à legalidade.
Para o tribunal, exigir que o candidato apresente um título técnico quando já possui formação superior equivalente ou mais abrangente seria um excesso de formalismo, incompatível com os princípios da razoabilidade e da eficiência administrativa.
Na prática, o STJ reconheceu que a formação superior engloba os conhecimentos técnicos necessários ao exercício do cargo, desde que haja correspondência direta de área.
Entre os casos mais citados está o de concursos que exigem técnico em enfermagem. Segundo a jurisprudência, um candidato aprovado pode assumir o cargo mesmo sem o certificado técnico, se possuir graduação em Enfermagem.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado a outras áreas, como:
A regra, no entanto, não é automática nem genérica.
Especialistas alertam que a tese do STJ não autoriza substituições indiscriminadas. O diploma superior precisa ser na mesma área profissional exigida no edital. Graduações em áreas distintas não suprem a exigência técnica.
Além disso, embora o precedente seja vinculante para os tribunais, muitos órgãos públicos ainda resistem a aplicá-lo administrativamente, o que acaba levando candidatos a buscar o Judiciário para garantir a posse.
A decisão do STJ tem impacto direto na condução de concursos em todo o país, especialmente em áreas técnicas da administração pública. Para juristas, o entendimento:
Ao mesmo tempo, o tribunal preserva a segurança jurídica ao exigir correspondência clara entre a área do diploma superior e a formação técnica prevista no edital.
Candidatos que se encontrem nessa situação são orientados a:
A decisão reforça uma tendência já observada nos tribunais: o concurso público deve selecionar os mais qualificados, e não punir quem possui formação acadêmica mais elevada do que a exigida, quando compatível com o cargo.
Com isso, o STJ consolida um entendimento que equilibra legalidade, razoabilidade e interesse público, pilares essenciais para a credibilidade do sistema de concursos no Brasil.
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