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Sócios de Virginia são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

A investigação ganhou um novo desdobramento após declarações de Mori sobre a origem dos recursos utilizados para a criação da Pink Lash, empresa que antecedeu a fundação da Wepink

Romildo Lacerda

30 de julho de 2026 às 13:18   - Atualizado às 13:19

Virginia e sócios

Virginia e sócios Foto: Reprodução

Os empresários Samara Martins e Thiago Stabile, que integram o quadro societário da empresa de cosméticos Wepink ao lado da influenciadora Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan, passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo.

Os dois foram incluídos no inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC".

A investigação ganhou um novo desdobramento após declarações de Mori sobre a origem dos recursos utilizados para a criação da Pink Lash, empresa que antecedeu a fundação da Wepink.

Em entrevista concedida à revista piauí, ela afirmou ter investido R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da marca, valor que, segundo seu relato, representou o capital inicial do negócio.

Revelações

Durante a entrevista, Mori foi questionada se a Pink Lash havia sido criada com recursos provenientes de uma liderança da maior facção criminosa do país. Em resposta, confirmou a informação e explicou que conheceu Samara Martins por ser cliente de seus serviços.

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Segundo ela, a parceria empresarial surgiu a partir dessa relação, com divisão igualitária da sociedade entre as partes.

As declarações foram publicadas na reportagem "A tigresa dos algoritmos", veiculada na edição de junho da revista piauí. O conteúdo chamou a atenção das autoridades responsáveis pela investigação.

Desfechos em aberto

De acordo com o inquérito, o delegado Mazagão Junior utilizou as informações divulgadas pela publicação como fundamento para incluir Samara Martins e Thiago Stabile nas apurações que investigam possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

Até o momento, a inclusão dos empresários no inquérito representa uma etapa da investigação e não significa condenação.

As autoridades seguem reunindo elementos para esclarecer a origem dos recursos empregados na criação da Pink Lash e verificar se houve eventual utilização de valores provenientes de atividades ilícitas no desenvolvimento do empreendimento que, posteriormente, deu origem à Wepink.
 

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