Alexandre de Moraes. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Uma publicação antiga do perfil oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) voltou a circular nas redes sociais nesta semana, reacendendo o debate sobre a relação do partido com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A postagem, feita em 11 de outubro de 2016, acusa Moraes de ter recebido R$ 4 milhões de uma empresa investigada pela Polícia Federal, chamando-o de “ministro golpista da Justiça”.
À época, Alexandre de Moraes ocupava o cargo de ministro da Justiça no governo Michel Temer, recém-empossado após o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O partido, então na oposição, usava as redes para atacar figuras do novo governo e reforçar o discurso de que o afastamento de Dilma foi um “golpe parlamentar”.
O tom da publicação é direto e acusa o então ministro de estar envolvido com interesses empresariais suspeitos. A imagem compartilhada mostra Moraes apertando a mão de Temer, acompanhada da legenda: “Moraes recebeu R$ 4 mi de empresa investigada pela PF”.
Quase uma década depois, a relação entre o PT e Alexandre de Moraes mudou radicalmente. Hoje, o ministro é visto como um aliado estratégico do governo Lula, principalmente por sua atuação firme no combate aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e por sua postura crítica ao bolsonarismo radical nas redes sociais.
A guinada provocou reações nas redes. Usuários passaram a resgatar a antiga publicação como forma de apontar uma suposta incoerência na postura petista.
“O que antes era ‘ministro golpista’, hoje virou defensor da democracia”, ironizou um perfil no X.
Moraes assumiu uma cadeira no Supremo por indicação por Temer. Desde então, foi se consolidando como uma das figuras mais influentes da Corte, especialmente nas ações ligadas à desinformação, ao uso político das redes sociais e ao inquérito das fake news.
O ministro se tornou uma das vozes mais duras contra os ataques às instituições democráticas e ganhou protagonismo na defesa da legalidade durante o governo de Jair Bolsonaro, o que o aproximou de setores da esquerda — incluindo o próprio PT.
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