Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de São Paulo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra a inclusão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. A decisão foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Paulo Gonet, que determinou o arquivamento da representação apresentada pela bancada feminista do PSOL.
O PSOL justificou o pedido alegando que o relatório da Polícia Federal apontava que Tarcísio esteve no Palácio da Alvorada em 19 de novembro de 2022, data em que a chamada "minuta de golpe" teria sido discutida. No entanto, Gonet descartou qualquer possibilidade de envolvimento do governador paulista, afirmando que não há "fato minimamente individualizado que justifique a adoção de providências penais" contra ele.
Segundo o vice-procurador-geral, não há indícios que associem Tarcísio à reunião onde a suposta tentativa de golpe teria sido abordada. Gonet também destacou que a PGR não identificou qualquer fato novo que exigisse novas investigações ou manifestações no âmbito do caso.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o atual secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite, não deixará o cargo após denúncias de condutas policiais abusivas.
"Não pretendo fazer mudanças por hora", afirmou o republicano nesta segunda-feira 13 de janeiro, durante agenda no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Questionado sobre o aumento de casos de violência cometida por policiais - crescimento de 46% em 2024 em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério Público - o governador afirmou que estão sendo feitas alterações no treinamento das tropas de rua com um estabelecimento de um novo programa e que excessos não serão tolerados.
"Aqueles que estão se excedendo e não cumprindo os procedimentos estabelecidos serão severamente punidos", disse Tarcísio.
"A ideia é intensificar ações de treinamento, mais aquisição de material de capacitação neuromuscular, ou seja, mais armamento não-letal."
O governador também explicou que está sendo feita uma "reciclagem", com apresentações de casos em que houve abusos por parte dos policiais.
Além disso, Tarcísio foi questionado sobre o caso do estudante de medicina, Marco Aurélio Cardenas Acosta, morto com um tiro disparado pela Polícia Militar.
"Existe um desejo de ver justiça e acho que tem que acontecer. Os responsáveis serão apresentados e irão a julgamento", afirmou.
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