Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Ricardo Stuckert/PR e Jefferson Rudy/Agência Senado
A Polícia Federal (PF) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Planalto e à equipe econômica um plano detalhado para proteger candidatos à presidência durante as eleições de 2026. Segundo o documento obtido pela reportagem, a corporação pretende mobilizar 458 agentes, adquirir veículos blindados, instalar sistemas antidrone e utilizar dispositivos de reconhecimento facial, com custo estimado em R$ 200 milhões.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou que a ampliação da segurança reflete o “conturbado momento político e social” no país, com ameaças internas e externas, e um ambiente eleitoral altamente polarizado. O plano inclui proteção diferenciada para candidatos de maior exposição, com 48 agentes dedicados, enquanto outros 24 ficarão responsáveis por presidenciáveis de menor risco.
A corporação também observa que o plano poderá ser ajustado caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirme sua candidatura à reeleição, o que exigiria estrutura específica de proteção presidencial, antes atribuída ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O plano detalha a compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados, além de coletes balísticos, binóculos com câmera e dispositivos de reconhecimento facial. Para neutralizar drones e possíveis ameaças aéreas, a PF projeta gastar R$ 39,5 milhões na aquisição do sistema antidrone EnforceAir, capaz de localizar, rastrear e neutralizar aparelhos remotamente.
Outros R$ 50 milhões seriam destinados a diárias, passagens e suprimentos logísticos para a segurança de candidatos durante deslocamentos e eventos de campanha. A estratégia prevê ainda salas reservadas para autoridades em aeroportos e ações de inteligência com 60 agentes, além de 30 delegados atuando como chefes de equipe.
Segundo a PF, a segurança considera desde incidentes de baixo impacto, como tumultos ou protestos, até ameaças graves, incluindo agressões físicas e tentativas de assassinato. O plano prevê reações escalonadas, como isolamento de áreas, acionamento de equipes antibomba e resposta a ameaças cibernéticas.
Em 2022, cerca de 300 a 400 agentes participaram das operações de proteção, com custo de R$ 57 milhões. Para 2026, o aumento no número de agentes e recursos reflete maior complexidade do pleito e a participação direta da PF na proteção presidencial.
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