Pastor Silas Malafaia Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O pastor Silas Malafaia convocou seus seguidores para uma manifestação marcada para o dia 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo. Sob o mote “Fora Lula, fora Alexandre de Moraes”, o líder religioso direciona críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A convocação foi feita por meio de vídeo publicado nas redes sociais. No conteúdo, Malafaia afirma que o país atravessa um momento que classifica como “crítico” e acusa o governo federal e integrantes do Judiciário de promoverem cerceamento de valores e ataques à liberdade de expressão religiosa.
O pastor é presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e tem se posicionado de forma recorrente em debates políticos nacionais, especialmente em pautas ligadas à comunidade evangélica e ao campo conservador.
Durante a gravação, Malafaia citou o apoio financeiro do governo federal às escolas de samba, por meio da Embratur, como exemplo do que considera alinhamento ideológico do Palácio do Planalto. Segundo ele, cada agremiação teria recebido R$ 1 milhão. O pastor afirmou que, em sua avaliação, os repasses seriam inadequados em ano eleitoral.
“O Carnaval provou de que lado Lula está”, declarou no vídeo, ao criticar a destinação de recursos públicos. Ele também fez um apelo direto aos cristãos, questionando a compatibilidade entre a fé evangélica e o apoio ao atual governo.
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O líder religioso ampliou as críticas ao Poder Judiciário. Malafaia afirmou que a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro teve motivação política e citou como exemplo a reunião do então chefe do Executivo com embaixadores, apontada como um dos fatores considerados pela Justiça Eleitoral.
Ele declarou ainda que possui comprovantes de que custeou despesas de manifestações anteriores com recursos próprios, rebatendo acusações de eventual uso indevido de verbas públicas ou empresariais.
A Avenida Paulista tem sido palco frequente de atos políticos nos últimos anos, reunindo apoiadores e críticos de diferentes correntes ideológicas. A manifestação convocada por Malafaia está prevista para ocorrer no dia 1º de março e, segundo ele, deverá marcar um “divisor de águas” para o que chama de resistência conservadora.
No vídeo, o pastor também citou o ministro Dias Toffoli, afirmando que decisões recentes do Supremo representam obstáculos à democracia. Ele concluiu a convocação defendendo a mobilização popular como instrumento legítimo de manifestação política.
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