Página do Orkut. Foto: Reprodução/ Propmark
A plataforma que marcou a era de ouro das redes sociais no Brasil pode estar prestes a voltar. O engenheiro turco Orkut Büyükkökten, criador da rede social que leva seu nome, confirmou que está desenvolvendo uma nova versão do Orkut com o objetivo de resgatar o espírito original da plataforma: promover conexões pessoais, comunidades temáticas e interação genuína entre usuários.
Desde que lançou a rede em 2004, Büyükkökten acompanhou o impacto que o Orkut teve, especialmente no Brasil, onde se tornou um verdadeiro fenômeno cultural. Ao longo de uma década, a rede social acumulou mais de 30 milhões de usuários brasileiros. Comunidades como “Eu odeio acordar cedo” e “Eu amo minha MÃE!” se tornaram ícones de uma época em que a internet era menos comercial e mais centrada em afinidades reais.
O retorno da plataforma começou a ganhar forma em 2022, quando o antigo site do Orkut exibiu a mensagem: “Estamos construindo algo novo para você”. Desde então, o criador reuniu uma equipe composta por executivos de São Paulo e especialistas do Vale do Silício para dar andamento ao projeto.
Segundo Büyükkökten, o novo Orkut terá recursos que unem o passado e o presente: manterá os clássicos depoimentos, comunidades e perfis personalizados, mas agora contará com tecnologias modernas como inteligência artificial e aprendizado de máquina. A proposta é usar essas ferramentas para garantir um ambiente mais saudável, com menos desinformação e comportamentos abusivos.
O engenheiro fez críticas diretas às redes sociais atuais, que ele considera excessivamente orientadas por algoritmos de engajamento. Segundo ele, essas plataformas muitas vezes incentivam conteúdos tóxicos e interações superficiais. Em contraste, o novo Orkut buscará priorizar conteúdos baseados em interesses em comum e promover interações mais profundas entre os usuários.
A ideia central é afastar os usuários da cultura de likes, seguidores e viralizações a qualquer custo. Em vez disso, a nova rede deve incentivar conversas mais humanas e autênticas, como nos primeiros anos da internet social. Essa abordagem tem despertado o interesse de pessoas que se sentem cansadas das redes tradicionais e buscam um ambiente online mais leve e acolhedor.
Nas redes sociais, o anúncio gerou grande entusiasmo, especialmente entre os brasileiros. Muitos usuários compartilharam lembranças das comunidades favoritas, dos scraps e dos famosos depoimentos. A movimentação online indica uma demanda latente por redes que valorizem mais os laços pessoais do que a performance pública.
Apesar do entusiasmo, ainda não há uma data definida para o lançamento da nova versão. O criador também não confirmou se a plataforma manterá oficialmente o nome "Orkut", embora o registro da marca esteja ativo em diversos países. A expectativa é que o projeto avance com foco em ética digital, segurança e privacidade.
O desenvolvimento da plataforma segue em ritmo acelerado, com atenção especial à construção de filtros de moderação, diretrizes comunitárias e ferramentas contra discurso de ódio. O objetivo é garantir que o ambiente virtual promova bem-estar e respeito entre os participantes.
Se o novo Orkut realmente seguir os passos anunciados, poderá ocupar um espaço relevante no cenário atual, ao oferecer uma alternativa mais empática e centrada no ser humano, resgatando o charme de uma época onde as redes sociais eram mais sobre pessoas e menos sobre números.
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