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Operação mira núcleo financeiro do PCC e CV que lavou R$ 6 bi em um ano e criação de banco digital

De acordo com os investigadores, o grupo lavava dinheiro oriundo do tráfico de drogas por meio de uma estrutura complexa.

Gabriel Alves

10 de abril de 2025 às 11:29   - Atualizado às 11:47

Agentes da Polícia em operação.

Agentes da Polícia em operação. Foto: PCRJ/Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou, nesta quinta-feira, 10 de abril, a Operação Contenção para desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho (CV), que movimentou cerca de R$ 6 bilhões em apenas um ano. Esse valor representa o maior pedido de bloqueio patrimonial já registrado pela corporação no estado.

Ao todo, os agentes cumprem 46 mandados de busca e apreensão, tanto na capital fluminense quanto em cidades do estado de São Paulo. As investigações revelam que o núcleo financeiro da facção mantém conexões diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC), ampliando a atuação criminosa entre os dois estados.

De acordo com os investigadores, o grupo lavava dinheiro oriundo do tráfico de drogas por meio de uma estrutura complexa. Essa rede envolvia bancos digitais, fintechs, empresas de fachada, plataformas contábeis e intermediadoras de pagamento ilegais — todas operando sem autorização do Banco Central.

Com essa operação, a polícia busca sufocar financeiramente o crime organizado. O objetivo é atingir diretamente a base logística da facção, interrompendo o fluxo de recursos utilizados para a compra de armas e drogas.

“Esses recursos também financiam as disputas por expansão territorial em comunidades da zona oeste do Rio”, destacou a Polícia Civil.

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A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) conduz a ação, que conta ainda com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) e da Polícia Civil de São Paulo.

Caso Gritzbach

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na última sexta-feira, 4 de abril, liberdade a quatro policiais militares que são suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, ex-colaborador e delator do PCC.

A decisão foi proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior. O magistrado negou a soltura dos acusados Adolfo Oliveira Chagas, Alef de Oliveira Moura, Erick Brian Galioni e Talles Rodrigues Ribeiro.

A defesa dos acusados alegou que eles estão presos desde 16 de janeiro deste ano e que não há provas de que representam risco à ordem pública.

Na decisão, o ministro entendeu que não há ilegalidades na decisão de primeira instância que determinou as prisões e concordou que há indícios de que os acusados integraram uma organização criminosa.

Gritzbach foi morto a tiros na área externa do Aeroporto de Guarulhos, no dia 8 de novembro de 2024. Câmeras de segurança gravaram a ação dos criminosos. Um motorista de aplicativo que estava trabalhando no local também foi atingido e morreu.

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