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Novo fundo liderado pelo Príncipe William protege defensores indígenas da Amazônia

Parceria inédita anuncia apoio jurídico e emergencial para povos indígenas ameaçados, reforçando a proteção da Floresta Amazônica em um momento decisivo para o planeta.

Joice Gomes

05 de novembro de 2025 às 13:00

Príncipe William anuncia fundo que oferece assistência a defensores indígenas da Amazônia.

Príncipe William anuncia fundo que oferece assistência a defensores indígenas da Amazônia. Foto: Reprodução/TV Globo

Em um momento crítico para a preservação ambiental, o Príncipe William anunciou uma parceria internacional inovadora para proteger defensores indígenas da Floresta Amazônica. O anúncio foi feito durante a Cúpula Global Anual do United for Wildlife, realizada no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

Com um discurso enfático, William destacou que a América Latina concentra 80% dos crimes ambientais do mundo, sublinhando a importância vital de proteger os territórios e as pessoas que atuam em defesa da floresta. "Não podemos proteger as florestas enquanto seus defensores vivem com medo", afirmou o herdeiro do trono britânico.

A iniciativa, chamada "Protect the Protectors", é uma colaboração entre a Royal Foundation, o programa United for Wildlife, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Fundo Podáali, a Rainforest Foundation Norway e a Re:wild. Ela oferece assistência jurídica, apoio emergencial e fundos para evacuações, abrigos seguros e comunicações protegidas para líderes indígenas ameaçados por atividades ilegais em seus territórios, como garimpo, exploração ilegal de madeira e grilagem.

Segundo os dados mais recentes, a Amazônia sofreu a devastação de mais de 1,7 milhão de hectares em 2024, impulsionada por crimes ambientais. Além disso, foram registrados 393 casos de violência contra defensores ambientais entre 2023 e 2024 — vítimas na maioria indígenas ou afrodescendentes, que enfrentam ameaças existenciais junto à perda de suas terras ancestrais.

O coordenador executivo da COIAB, Toya Manchineri, reforçou a relevância do apoio internacional. "Proteger nossos territórios é uma missão herdada de nossos ancestrais. Convidamos o mundo a se unir a essa luta global para proteger quem protege a Terra", declarou.

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A parceria também se compromete a estabelecer uma plataforma compartilhada de dados para monitorar ameaças em tempo real, aumentando a visibilidade e a proteção dos direitos indígenas. O alcance abrange cerca de 750 mil indígenas em 110 milhões de hectares da Amazônia brasileira, um dos ecossistemas mais importantes para o equilíbrio climático global.

A ação faz parte de um combate mais amplo contra crimes ambientais, com US$ 150 milhões mobilizados em apoio a governança indígena e proteção ambiental, especialmente em vista da COP30 que ocorrerá em Belém, onde serão discutidas estratégias globais para um planeta mais seguro e sustentável.

Nos próximos cinco anos, o fundo visa fortalecer a segurança dos guardiões da floresta e inspirar mobilização global para assegurar a sobrevivência e o respeito aos povos que defendem a biodiversidade e a vida selvagem da maior floresta tropical do mundo.

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