Pernambuco, 17 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Mulheres que vivem no McDonald's são acusadas de racismo contra um grupo de adolescentes

Susane Paula Muratori Geremia, de 64 anos, e sua filha, Bruna Muratori, de 31 anos foram levadas para delegacia.

Isabella Lopes

31 de agosto de 2024 às 17:22   - Atualizado às 18:11

Mulheres que vivem no McDonald's são acusadas de racismo contra um grupo de adolescentes

Mulheres que vivem no McDonald's são acusadas de racismo contra um grupo de adolescentes Foto: Reprodução/Instagram

Na sexta-feira, 30 de agosto, as duas mulheres que residem no McDonald's do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foram levadas à delegacia, acusadas de ataques racistas contra um grupo de amigas adolescentes que no estabelecimento para lanchar. Susane Paula Muratori Geremia, de 64, foi presa em flagrante por injúria racial, enquanto, sua filha, Bruna Muratori, de 31 anos, prestou depoimento e foi liberada.

De acordo com os agentes do programa Leblon Presente, testemunhas relataram que a discussão começou quando as adolescentes tiraram fotos de Bruna e Susane. As moradoras do McDonald´s, se irritaram e proferiram ofensas de cunho racista contra as adolescentes. O caso foi registrado na delegacia do Leblon. 

Entre no nosso grupo de WhatsApp e receba as notícias do Portal de Prefeitura no seu celular

A cozinheira Bruna Medina de Souza, mãe de uma das adolescentes, afirmou que sua filha foi chamada de “preta nojenta”.

"A gente sempre sofre um racismo ou outro, mas a gente costuma entubar, botar no bolso e viver. Só que agora foi muito direto. Ela chamou a minha filha de “preta nojenta”. “Pobre, preta, nojenta”. Eu saí correndo de onde eu estava, fui ao local e ela continuou ofendendo a minha filha: “Aquela pretinha ali de biquini”. Eu falei: “Ela não é pretinha não. Ela é preta mesmo. Ela é minha filha e se quiser falar com ela, tem que se dirigir a mim”. Foi aí que chegaram os policiais", afirmou Bruna. 

Uma das meninas do grupo disse que as mulheres se incomodaram porque ela e seu grupo estavam rindo . 

"Ela chegou pra gente e falou: “abre a boca agora suas fedelhas”. Chegou pra minha amiga e disse: “sua preta”. Ela falou pra minha amiga: “preta nojenta”. Depois chamou a gente de “vagabundinha”. Ela falou isso pra adolescentes, disse a adolescente. 

Rafael Tavares, pai de uma das garotas, também relatou que Bruna e Susane disse que as meninas não eram para está no estabelecimento. 

"Elas falaram que as meninas não eram para estar ali, que o lugar não era para pobre e nem para negros e que elas estavam atrapalhando", disse Rafael.

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

16:03, 17 Out

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Comissão da Câmara aprova PEC que reduz a maioridade penal.
Posição

Datafolha: 80% dos brasileiros defendem redução da maioridade penal para 16 anos

Pesquisa mostra apoio menor entre jovens de 16 a 24 anos e diferenças na opinião conforme a preferência política dos entrevistados.

Idoso votando
Dados

Eleições: abstenção de eleitores com mais de 70 anos registra queda de 9,7 pontos

O voto é facultativo para pessoas dessa faixa etária, assim como para os analfabetos e para os jovens com mais de 16 e menos de 18 anos.Pessoas dessa faixa etária.

Ex-presidente da República José Sarney
Boletim

José Sarney, ex-presidente, recebe alta hospitalar após nove dias internado e cirurgia abdominal

Esta foi a terceira internação do ex-chefe de Estado desde setembro, período em que também precisou de atendimento hospitalar para tratar uma pneumonia.

mais notícias

+

Newsletter