Mulher aciona a Justiça para ser reconhecida como filha de Flordelis Foto: TJRJ
Uma nova disputa jurídica envolve a ex-deputada e cantora Flordelis, atualmente cumprindo pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Uma mulher entrou com uma ação na Justiça para que a maternidade da ex-parlamentar seja oficialmente reconhecida e incluída em sua certidão de nascimento.
O pedido, revelado pela colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, também solicita a adição dos avós maternos no registro civil e a alteração do nome completo da autora.
Para fundamentar o pedido, a suposta filha planeja apresentar cartas trocadas com Flordelis, nas quais a cantora a teria tratado como parte da família. A autora alega manter proximidade com a detenta, inclusive no período posterior à sua prisão.
O processo aguarda agora a citação formal de Flordelis, que cumpre pena superior a 50 anos pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, ocorrido em junho de 2019. Cabe à defesa da ex-cantora gospel decidir se aceita ou contesta o pedido de reconhecimento na Justiça.
A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza teve sua pena de 50 anos e 28 dias de prisão reduzida. O benefício foi concedido por sua participação em atividades educativas durante o período de encarceramento. Ao todo, a pastora leu nove obras literárias e conseguiu reduzir 36 dias da pena.
A concessão da remição da pena não ocorre apenas com a leitura dos livros. É necessário que o preso produza uma resenha, oral ou escrita, para cada obra lida. Esse benefício está previsto na Lei de Execução Penal, que estabelece prazos para a apresentação dos trabalhos, os quais devem ser submetidos a uma comissão avaliadora para posterior validação pela Justiça.
A comissão é responsável por enviar relatórios mensalmente ao diretor do presídio e ao juiz responsável pela execução da pena. Flordelis já conseguiu reduzir 177 dias da pena com outras atividades educacionais, A pastora também foi aprovada no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o que garantiu mais dias de remição.
Flordelis foi condenada por mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. A Justiça a considerou culpada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.
De acordo com as investigações, Flordelis planejou o assassinato com a ajuda de filhos e aliados, após tentativas frustradas de envenenamento.
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