Nicolás Maduro. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
A fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada pelo regime de Nicolás Maduro devido à movimentação de tropas e armamento na região. O bloqueio, que afeta diretamente o município de Pacaraima, em Roraima, foi justificado como uma “medida de segurança” pelo governo venezuelano e deve durar até esta quinta-feira, 25 de janeiro.
A interrupção é parte do exercício militar “Escudo Bolivariano”, a primeira operação de 2025, que, segundo Maduro, tem como objetivo “garantir a paz, a soberania, a liberdade e a verdadeira democracia” na Venezuela.
De acordo com o Itamaraty, a medida foi comunicada oficialmente às autoridades brasileiras, e o governo avalia que não há risco iminente ao país. Apesar disso, o Exército brasileiro deslocou blindados para áreas próximas à fronteira como forma de precaução.
O fechamento da fronteira é a segunda interrupção recente do fluxo entre os dois países, causando impacto na circulação de pessoas e mercadorias na região. Em Pacaraima, moradores e comerciantes já sentem os reflexos da restrição, que paralisou atividades econômicas locais.
A líder oposicionista da Venezuela, María Corina Machado, confirmou na noite desta quarta-feira, 22, que falou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, um ferrenho crítico do regime chavista. Reconhecido como presidente eleito da Venezuela por vários países, incluindo os Estados Unidos, o diplomata Edmundo González Urrutia também participou da conversa.
"Isso nos mostra a importância que tem a situação da Venezuela e o bem-estar dos venezuelanos e da região para a política externa estadunidense", afirmou Machado, em publicação nas redes sociais A oposicionista não deu mais detalhes sobre a conversa com Rubio.
Machado afirmou ainda que "a transição para a democracia na Venezuela é crucial para a estabilidade regional e a segurança do nosso hemisfério" e acrescentou que conta com "aliados estratégicos" para alcançar o objetivo.
Durante a primeira administração de Donald Trump, os Estados Unidos impuseram duras sanções ao petróleo da Venezuela e acusaram diversas autoridades de corrupção, entre outras medidas contra o governo de Nicolás Maduro. Fonte: Associated Press.
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