Militar da Marinha do Brasil ajudou Comando Vermelho. Foto: Reprodução/Tv Globo
Após a megaoperação no Rio de Janeiro, realizada na última segunda-feira, 27 de outubro, voltou a repercurtir o caso do militar da Marinha do Brasil havia colocado seus conhecimentos técnicos a serviço do Comando Vermelho.
O caso, mostrado pelo Fantástico em 2024, expôs como o então cabo Rian Maurício Tavares Mota desenvolveu e aperfeiçoou dispositivos capazes de transformar drones FPV em armas de ataque, capazes de lançar granadas e explosivos sobre alvos rivais e forças policiais.
Rian foi preso pela Polícia Federal dentro do quartel onde trabalhava, em Niterói (RJ). As investigações apontaram que ele não apenas criou o mecanismo de disparo remoto, o chamado dispensador, mas também treinou criminosos da facção no uso da tecnologia. Os drones, segundo a PF, eram utilizados para vigiar movimentações policiais, transmitir ordens e facilitar fugas durante confrontos no Complexo da Penha.
Na casa do militar, os agentes encontraram um bunker subterrâneo, preparado para servir de abrigo e esconderijo. As provas coletadas incluíam equipamentos de monitoramento e vestígios do laboratório improvisado onde ele testava os drones.
Conversas interceptadas mostraram o diálogo direto entre o cabo e Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho e que conseguiu escapar da megaoperação da Polícia Civil que deixou 121 mortos nas comunidades da Penha e do Alemão.
Na época, a Marinha do Brasil repudiou o envolvimento do militar e declarou colaborar com as investigações, reforçando o compromisso com a ética e os valores institucionais.
Um ano depois, o caso ainda repercute nos bastidores da segurança pública. As forças policiais confirmam que outras facções criminosas passaram a adotar drones FPV armados, adaptando a mesma tecnologia desenvolvida pelo cabo.
O episódio se tornou um marco no avanço do uso de drones bélicos pelo crime organizado no Brasil, um sinal de que a disputa pelo domínio territorial nas comunidades cariocas entrou, definitivamente, na era da guerra tecnológica.
Uma megaoperação realizada na terça-feira, 28 de outubro, resultou na morte de um policial civil e deixou outros cinco agentes, sendo militares e civis, feridos. A ação ocorreu nos complexos do Alemão e Penha, ambos localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A Operação Contenção, como foi batizada, mobilizou aproximadamente 2,5 mil agentes da PCRJ e PMRJ, assim como promotores do Ministério Público carioca (MPRJ). Quatro homens apontados como traficantes também foram mortos no confronto.
Segundo a apuração do g1, o agente levou um tiro no pescoço e não resistiu aos ferimentos. Um delegado da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) também foi alvejado e encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.
Durante o avanço das forças de segurança, criminosos reagiram com tiros e ergueram barricadas em chamas para impedir a entrada dos policiais. O confronto resultou ainda em quatro PMs feridos, um deles atingido na perna enquanto atuava em uma área de mata.
Três moradores da região foram vítimas de balas perdidas: um homem em situação de rua, uma mulher que estava em uma academia próxima ao batalhão de Olaria e outro homem encontrado em um ferro-velho. Todos foram socorridos.
Até o fim da manhã, a operação contabilizava 25 prisões e a apreensão de 10 fuzis. Helicópteros, blindados, drones e veículos de demolição foram utilizados na ação para garantir o avanço das tropas.
Por conta dos confrontos, a Secretaria Municipal de Saúde suspendeu o atendimento em cinco unidades de atenção primária, enquanto 43 escolas foram impactadas, afetando milhares de estudantes.
O governador Cláudio Castro afirmou que a operação é uma resposta direta ao crime organizado.
“Estamos atuando com força máxima e de forma integrada para deixar claro que o poder é do Estado. Os verdadeiros donos desses territórios são os cidadãos de bem”, disse.
Com informações da Agência Brasil
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