Pernambuco, 03 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Lula veta distribuição de cordão com girassóis no SUS para pessoas com deficiências ocultas

O governo aponta que a proposta cria despesa obrigatória de caráter continuado sem a devida estimativa de impacto orçamentário.

Ricardo Lélis

01 de dezembro de 2025 às 21:06   - Atualizado às 21:06

Lula veta distribuição de cordão no SUS.

Lula veta distribuição de cordão no SUS. (Fotos: Ricardo Stuckert/ PR e Reprodução/ Redes Sociais)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 1º de dezembro, o veto ao projeto de lei que obrigava a distribuição de cordões com desenhos de girassóis para identificar pessoas com deficiências ocultas, como autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ansiedade, depressão e epilepsia no SUS.

O PL 2.621/2023, que previa a instituição da medida, foi aprovado pelo Plenário do Senado em 11 de novembro e seguiu para sanção presidencial.

O objetivo do projeto era alterar o Estatuto da Pessoa com Deficiência para prever a distribuição do cordão pelo SUS como forma de identificar pessoas com deficiências ocultas.

Ao vetar o projeto, o chefe do Executivo alegou contrariedade ao interesse público (VET 44/2025). O governo aponta que a proposta cria despesa obrigatória de caráter continuado sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro e ainda sem a identificação da fonte de custeio e da compensação, em desacordo à legislação fiscal.

O projeto foi apresentado pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). O texto passou pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pela Comissão de Direitos Humanos (CDH). Nas duas comissões foi relatado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), que apresentou voto favorável à iniciativa.

Veja Também

Agência Senado

Lula veta mudança na Ficha Limpa

No dia 30 de setembro, o Governo Federal publicou no Diário Oficial da União a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vetar trechos centrais do projeto aprovado pelo Congresso Nacional que alterava pontos da Lei da Ficha Limpa.

A proposta, que vinha sendo discutida há mais de um ano, pretendia mudar a forma de contagem do prazo de inelegibilidade, o período em que políticos condenados ou cassados ficam impedidos de disputar eleições.

O projeto, aprovado no início de setembro por ampla maioria no Senado, estabelecia que o prazo de oito anos de inelegibilidade passaria a contar a partir da data da cassação do mandato e não após o término dele, como prevê a regra atual.

Essa mudança reduziria, na prática, o tempo de afastamento de políticos da vida pública. No entanto, Lula decidiu vetar a alteração por considerar que a proposta poderia gerar insegurança jurídica e ferir princípios de isonomia, já que também previa aplicação retroativa para casos já julgados.

Os dispositivos vetados incluíam artigos que permitiriam a revisão de condenações passadas e em andamento, o que poderia beneficiar políticos já condenados e com prazos de inelegibilidade em curso.

A justificativa do governo aponta que a retroatividade afrontaria decisões já consolidadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de comprometer a estabilidade das regras eleitorais.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

23:37, 03 Abr

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Caneta mounjaro.
Confiscado

Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de Mounjaro; saiba quais

A empresa detentora do registro do medicamento informou que foram encontrados, no mercado, unidades desses lotes com características diferentes do produto original, o que indica falsificação.

Pessoa com gripe.
Situação

Mortes por 'supergripe' crescem quase 40% em quatro semanas e acendem alerta no Brasil

O avanço reflete o aumento dos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus em todo o País, segundo a Fiocruz.

Glenn Greenwald e Tabata Amaral
Israel

Entenda o embate entre Glenn Greenwald e Tabata Amaral sobre liberdade de expressão

Debate levanta alertas sobre os limites entre o combate ao preconceito e a preservação da liberdade de expressão no cenário político brasileiro.

mais notícias

+

Newsletter