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Lojas Americanas: Lemann e Sicupira viram alvo por fraudes e tem bloqueios de R$ 54 bilhões

As investigações buscam esclarecer a participação de empresários e executivos do setor financeiro em supostas irregularidades relacionadas aos balanços da varejista

Romildo Lacerda

25 de junho de 2026 às 14:44   - Atualizado às 14:46

Carlos Alberto Sicupira e Paulo Alberto Lemann

Carlos Alberto Sicupira e Paulo Alberto Lemann Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), deflagraram nesta quinta-feira, 25 de junho, a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga as fraudes contábeis bilionárias envolvendo a Americanas. Entre os alvos da ação estão o controlador da companhia, Carlos Alberto Sicupira, e o ex-conselheiro Paulo Alberto Lemann, filho do empresário Jorge Paulo Lemann.

Por determinação da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões.

As investigações buscam esclarecer a participação de empresários e executivos do setor financeiro em supostas irregularidades relacionadas aos balanços da varejista. Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam conhecimento de práticas que teriam sido realizadas ao longo de vários anos e que contribuíram para a divulgação de informações financeiras incompatíveis com a real situação da empresa.

Em nota, a PF informou que “os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico. As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e de associação criminosa”.

Outros investigados

Além de Sicupira e Paulo Alberto Lemann, a nova etapa da operação alcançou outros nomes de destaque do mercado financeiro brasileiro. Entre eles estão Eduardo Saggioro, ex-conselheiro da Americanas; Sergio Rial, ex-presidente do Santander e ex-CEO da varejista; José Rudge, co-head de Infraestrutura e Energia do Itaú BBA; Gustavo Balassiano, ex-executivo do Itaú e atualmente ligado à XP; Carlos Henrique Villela Pedras, executivo do Bradesco; André Almeida, vice-presidente executivo do Santander; e Alexandre Abdo, também executivo da instituição financeira.

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O caso Americanas ganhou repercussão nacional após a revelação de inconsistências bilionárias nos demonstrativos financeiros da companhia, desencadeando investigações de órgãos reguladores e autoridades policiais. A nova fase da Operação Disclosure busca aprofundar a apuração sobre a eventual participação de executivos e conselheiros na estrutura que teria permitido a manutenção das irregularidades por anos.

Até o momento, os investigados não foram condenados e as apurações seguem em andamento. As autoridades afirmam que o objetivo é reunir novas provas para esclarecer a extensão das responsabilidades no caso.

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