Segundo o cronograma oficial, quem realizar o pedido até a próxima terça-feira (30) terá o pagamento liberado em 27 de julho.
25 de junho de 2026 às 14:21 - Atualizado às 15:09
Cartão do PIS/Pasep ao lado de dinheiro do abono e calculadoras. Foto: Jeane de Oliveira Fotografia/CadÚnico
A partir desta quinta-feira, 25 de junho, trabalhadores e herdeiros que possuem valores remanescentes do antigo Fundo PIS/Pasep passam a receber um novo lote de ressarcimentos. Nesta etapa, serão contempladas as solicitações protocoladas até o dia 31 de maio.
Segundo o cronograma oficial, quem realizar o pedido até a próxima terça-feira (30) terá o pagamento liberado em 27 de julho. Os recursos são destinados a pessoas que trabalharam com carteira assinada ou atuaram no serviço público entre os anos de 1971 e 1988, período em que o fundo estava em funcionamento.

O benefício não tem relação com o atual abono salarial do PIS/Pasep, pago anualmente aos trabalhadores que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo.
De acordo com estimativas oficiais, o valor médio disponível para saque gira em torno de R$ 2,8 mil por beneficiário. O montante, porém, varia conforme o tempo de contribuição e a remuneração recebida à época. Todos os valores foram corrigidos monetariamente.
A consulta pode ser feita pela plataforma Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. O sistema informa se há saldo disponível e orienta sobre os procedimentos para solicitar o ressarcimento.
Para consultar possíveis valores esquecidos, o trabalhador deve:
O próprio sistema apresenta as etapas necessárias para concluir a solicitação.
O NIS possui 11 dígitos e pode ser localizado em diferentes documentos e plataformas oficiais. O número é o mesmo utilizado pelo PIS. Entre os locais de consulta estão:
O pedido de ressarcimento pode ser realizado presencialmente em agências da Caixa Econômica Federal ou diretamente pelo aplicativo FGTS.
No aplicativo, basta acessar:
Mais → Ressarcimento PIS/Pasep
Em seguida, o sistema solicitará o envio da documentação necessária. Para o próprio beneficiário, normalmente é exigido apenas um documento oficial com foto.
Já herdeiros ou sucessores precisam apresentar documentos que comprovem o direito ao recebimento, como certidões previdenciárias, declarações de dependência ou autorização judicial.
O Ministério da Fazenda alerta que os recursos não ficarão disponíveis indefinidamente. Caso não sejam solicitados até setembro de 2028, os valores serão incorporados de forma definitiva ao Tesouro Nacional, sem possibilidade posterior de saque.
Criado na década de 1970, o Fundo PIS/Pasep tinha como objetivo formar uma espécie de patrimônio para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.
Os recursos permaneceram ativos até 1988, quando o modelo foi substituído pelo atual sistema do abono salarial.
Anos depois, os valores não retirados foram transferidos para o FGTS e, posteriormente, para uma conta administrada pelo Tesouro Nacional. Desde então, trabalhadores e herdeiros podem solicitar a devolução dos recursos que permaneceram sem saque.
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