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Pastor Júnior Tércio critica decisão de Moraes e diz que Bolsonaro é alvo de 'perseguição política'

O posicionamento do deputado estadual Pastor Júnior Tércio foi feito por meio das suas redes sociais.

Fernanda Diniz

18 de julho de 2025 às 18:42   - Atualizado às 19:01

Deputado estadual Pastor Júnior Tércio ao lado de Bolsonaro.

Deputado estadual Pastor Júnior Tércio ao lado de Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes sociais

O pastor e deputado estadual Júnior Tércio (PP) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 18 de julho, para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em tom de indignação, Júnior Tércio classificou as determinações como “perseguição política escancarada” e afirmou que Bolsonaro está sendo punido sem condenação formal ou julgamento justo.

Entre as medidas impostas pelo STF estão: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso das redes sociais, recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, além de restrição de contato com embaixadores e outros investigados.

“Tudo isso sem condenação! Sem direito à defesa! Sem julgamento justo!”, escreveu o pastor em uma publicação, acrescentando que o ex-presidente estaria sendo alvo de perseguição por não ter “se curvado ao sistema”.

Júnior Tércio também declarou apoio a Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente “não está sozinho”. A declaração repercutiu entre apoiadores nas redes sociais.

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As medidas cautelares foram autorizadas por Moraes após pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, no contexto do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado e articulações internacionais envolvendo o ex-presidente e seu filho, Eduardo Bolsonaro.

Entenda prisão de Bolsonaro 

A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira, 18 de julho, uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de uma série de medidas restritivas. A

defesa do ex-presidente confirmou a operação, que acontece na casa dele e também em locais ligados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual é filiado.

A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos que investigam a conduta de Bolsonaro e aliados. O ex-presidente agora terá que usar tornozeleira eletrônica. Além disso, não poderá sair de casa entre 19h e 7h.

A Justiça determinou ainda que ele se mantenha afastado das redes sociais, o que inclui qualquer tipo de publicação ou interação, mesmo por meio de terceiros.

As medidas também impedem o ex-presidente de ter contato com embaixadores e diplomatas. Bolsonaro está proibido de se aproximar de embaixadas, consulados e outras representações estrangeiras. A ordem também vale para o contato com outros réus ou investigados nos processos que tramitam no Supremo.

Advogados próximos ao ex-presidente afirmam que ele recebeu as orientações da PF e já está ciente das determinações. A equipe jurídica tenta agora entender os detalhes da decisão e estuda quais medidas pode adotar em resposta, como recursos ou pedidos de revisão.

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