Segundo a defesa do senador do PT-BA, o parlamentar mantém a intenção de prestar esclarecimentos às autoridades, mas considera necessário ter acesso integral aos documentos que integram o inquérito antes de ser ouvido
Jaques Wagner Foto: Agência Brasil
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu à Polícia Federal o adiamento do depoimento que estava previsto para a sexta-feira, 7 de agosto, dentro da investigação que apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Segundo o advogado Pablo Domingues, o parlamentar mantém a intenção de prestar esclarecimentos às autoridades, mas considera necessário ter acesso integral aos documentos que integram o inquérito antes de ser ouvido.
Em nota, o advogado afirmou que Wagner “pretende prestar depoimento”, mas somente depois de consultar todo o material da investigação. A defesa sustenta que dificuldades técnicas teriam impedido o acesso completo aos autos, apesar de a solicitação para consultar os documentos ter sido apresentada há aproximadamente um mês.
A Polícia Federal, por sua vez, informou que não comenta diligências relacionadas à tomada de depoimentos. Até o momento, uma nova data para o depoimento do senador ainda não foi estabelecida.
A apuração conduzida pela PF investiga o possível recebimento de vantagens indevidas. Entre os benefícios apontados pelos investigadores estão um apartamento estimado em R$ 2,5 milhões, viagens em aeronave particular, ingressos para shows e o repasse de R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada à família do senador.
As suspeitas fazem parte de uma investigação mais ampla sobre as relações entre Wagner e pessoas ligadas ao Banco Master. A defesa do parlamentar, no entanto, afirma que ele pretende prestar os esclarecimentos necessários após ter acesso ao conteúdo completo do procedimento.
Segundo os investigadores, o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, seria o principal elo entre o senador e a instituição financeira. Dados reunidos nos autos indicam que os dois mantiveram 74 ligações telefônicas, que, somadas, chegaram a aproximadamente cinco horas e meia de conversas.
Durante a operação de busca e apreensão relacionada ao caso, agentes da Polícia Federal também localizaram dinheiro em espécie nas residências de Wagner em Brasília e Salvador.
O senador declarou que os valores encontrados têm origem em reembolsos referentes a diárias parlamentares. A investigação segue em andamento, enquanto a defesa aguarda acesso integral aos documentos antes da definição de uma nova data para o depoimento.
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