Primeira-dama afirmou que plataforma é "cúmplice" e pediu instrumentos jurídicos para impedir o funcionamento do Discord no Brasil.
08 de agosto de 2026 às 12:20 - Atualizado às 12:29
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva. Fotos: Divulgação
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva voltou a defender que a plataforma Discord seja banida no Brasil após o suicídio uma adolescente de 13 anos transmitido ao vivo pela rede social. "Só assim a gente pode garantir a segurança de nossas crianças e das mulheres. O que acontece no submundo dessa plataforma é um absurdo", disse Janja em evento que marca os 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra (SP).
"O grupo responsável tem que ser criminalizado, mas a plataforma é cúmplice disso, e a gente precisa, urgente, encontrar os instrumentos jurídicos para essa plataforma ser banida do Brasil", afirmou a primeira-dama.
Janja disse ainda que a plataforma não respeita o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrou em vigor em março de 2026. "Hoje as plataformas têm que ser responsabilizadas, e essa plataforma especificamente não respeitou o ECA Digital, não respeitam as nossas crianças e adolescentes", destacou.
Na última sexta-feira, 7, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou um processo de fiscalização contra a Discord para apurar possíveis indícios de descumprimento de deveres previstos na legislação.
O Discord é uma plataforma de comunicação que permite criar e participar de grupos (chamados de "servidores"), com suporte a texto, chamadas de voz e vídeo. Em julho deste ano, o site foi utilizado para transmitir a automutilação e o suicídio de uma menina de 13 anos que morava em Naviraí, no interior de Mato Grosso do Sul. A violência também atingiu uma segunda adolescente, de 17 anos.
Estadão Conteúdo
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