Invasão dos indígenas na COP30. Foto: Reprodução
Um grupo de indígenas tentou acessar a área restrita a pessoas credenciadas e foi contido pela segurança. Os manifestantes conseguiram ultrapassar o sistema de Raio-X, mas foram parados por um bloqueio de segurança antes de acessarem o local. Portas da entrada foram quebradas. Ao menos um segurança ficou ferido durante o incidente. (veja vídeo abaixo)
Os indígenas protestavam com uma bandeira “Palestina livre” e contra a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na foz do Rio Amazonas.
O Estadão questionou a assessoria de imprensa da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) no Brasil, que respondeu que questões de segurança devem ser tratadas diretamente com a UNFCCC, braço de clima da ONU. A reportagem procurou a entidade, mas ainda não obteve resposta.
De acordo com informações preliminares, os manifestantes participavam de uma marcha, mas, em vez de seguir o trajeto, se separaram do grupo principal e foram para o Parque da Cidade tentar entrar na Zona Azul. Em nota, a organização da “Marcha pela Saúde e Clima” afirmou que “os atos que ocorreram após a marcha não fazem parte da organização do evento e que respeita as instituições organizadoras da COP30 e “o compromisso com uma Amazônia viva, saudável e sustentável para todos.”
A invasão durou alguns minutos. Após a expulsão dos manifestantes, seguranças fecharam a Zona Azul e pediram que os participantes credenciados da COP que estivessem na área deixassem o local. Foi formado um cordão de isolamento e a segurança foi ampliada no local, inclusive com homens fortemente armados.
Vídeos obtidos pela reportagem do Estadão mostram os manifestantes gritando palavras de ordem em defesa da taxação de grandes fortunas, enquanto seguranças tentam retirá-los da Zona Azul. Alguns manifestantes subiram em mesas com faixas de protesto. Outros empunhavam bandeiras, bastões, megafones, arcos e flechas.
Estadão Conteúdo
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