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Implante contraceptivo 'Implanon', que custa R$ 4 mil, será oferecido gratuitamente pelo SUS

A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 3 de junho, pretende beneficiar até 500 mil mulheres já no segundo semestre de 2025.

Isabella Lopes

03 de julho de 2025 às 18:09   - Atualizado às 18:18

Implanon, contraceptivo.

Implanon, contraceptivo. Foto: Divulgação

A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 3 de junho, pretende beneficiar até 500 mil mulheres já no segundo semestre de 2025. O implante hormonal tem um alto custo na rede privada, podendo chegar a R$ 4 mil por unidade.

Com a incorporação do Implanon à rede pública, o governo federal pretende ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração. A expectativa é que a portaria oficializando a inclusão do método seja publicada nos próximos dias. Após a publicação, a pasta terá até 180 dias para iniciar a oferta efetiva do contraceptivo nos serviços de saúde pública.

Como funciona o Implanon

O Implanon é um pequeno bastão flexível, de cerca de 4 cm, inserido sob a pele do braço da mulher. O dispositivo libera continuamente o hormônio sintético etonogestrel, similar à progesterona. Essa substância impede a ovulação e, com isso, reduz drasticamente o risco de gravidez.

O método tem eficácia superior à maioria das opções disponíveis atualmente. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de falha do Implanon é de 0,5 a cada 1.000 mulheres. A comparação com outros métodos reforça seu diferencial: a vasectomia apresenta de 1 a 1,5 falha por 1.000 casos, enquanto o DIU hormonal tem média de 2 falhas.

Além disso, o Implanon se destaca por sua durabilidade. Com validade de três anos, o implante não exige manutenção ou substituição frequente, o que o torna uma alternativa prática para quem busca planejamento reprodutivo de longo prazo.

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Investimento e ampliação do acesso

O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 245 milhões para viabilizar a distribuição do contraceptivo. A previsão é que, até 2026, o governo forneça 1,8 milhão de dispositivos por meio do SUS. Neste primeiro momento, o foco será atender até 500 mil mulheres. Essa fase inicial servirá para treinar profissionais de saúde responsáveis pela aplicação do método.

Segundo a pasta, as estratégias de implantação também envolvem ações educativas. As equipes que atuarão na aplicação do Implanon passarão por capacitações teóricas e práticas, garantindo a segurança do procedimento e o esclarecimento das pacientes.

Oferta atual de métodos contraceptivos no SUS

Com a chegada do Implanon, a rede pública brasileira passa a contar com mais uma opção para mulheres que desejam prevenir a gravidez. Atualmente, o SUS já oferece gratuitamente uma variedade de métodos:

  • Preservativo masculino e feminino
  • Dispositivo intrauterino (DIU) de cobre
  • Anticoncepcionais orais combinados
  • Pílula oral de progestagênio
  • Injeções hormonais mensais e trimestrais
  • Laqueadura tubária bilateral
  • Vasectomia

A ampliação das alternativas disponíveis no SUS representa um avanço no direito à saúde sexual e reprodutiva, com impacto direto na autonomia das mulheres e no planejamento familiar.

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