Na segunda-feira, 4 de dezembro, a Defesa Civil de Maceió interditou a Igreja Batista do Pinheiro (IBP), que ganhou destaque em 2021 após realizar um casamento entre duas mulheres.

A denominação está localizada em um dos bairros da capital alagoana que enfrenta risco de afundamento, devido à proximidade à Mutange, bairro onde se encontra uma mina de extração de sal-gema ameaçada de colapso.

O bairro do Pinheiro foi desocupado em 2018 devido aos primeiros sinais de problemas no solo. Em uma nota divulgada nas redes sociais, a igreja afirmou que sua permanência no Pinheiro ocorreu sob orientação de pesquisadores, técnicos e da Defesa Civil.

“A resistência da IBP em um território em ruínas é o nosso grito permanente de denúncia profética do maior crime socioambiental em solo urbano do mundo causado pela Braskem em Maceió”.

De acordo com pastor, um relatório da Defesa Civil de 2021 indicou a ausência de danos estruturais no edifício, mesmo estando situado na região mais crítica do mapa de realocação. Por essa razão, a igreja continuava operando normalmente.

“Disseram que a nossa estrutura era segura, que não tinha nenhum problema de rachadura, de fissuras. Logo, não havia necessidade de tomar nenhuma medida emergencial, mesmo atestando que estamos na área 00 do mapa”.

Com 400 membros e uma história de 50 anos, a Igreja Batista do Pinheiro é considerada Patrimônio Material e Imaterial de Alagoas.

Em 2016, a Batista do Pinheiro foi removida da Convenção Batista Brasileira (CBB) após começar a realizar o batismo de membros que se assumiram abertamente como homossexuais. Após esse episódio, a denominação, liderada pelo pastor Wellington Santos desde 1993, passou a promover explicitamente uma teologia que afirma que a homossexualidade não é considerada pecado, sendo algumas vezes referida como “teologia gay”.