Festival de música negra com investimento público causa revolta por ausência de artistas negros Foto: Divulgação
A realização do Festival de Música Negra neste último fim de semana, em Ceilândia (DF), terminou cercada de críticas e indignação. O evento, que aconteceu na Praça da Bíblia entre os dias 24 e 26, chamou a atenção por um motivo negativo: a falta de artistas negros no palco principal.
A polêmica ganha peso porque o projeto recebeu R$ 700 mil do Governo Federal, por meio de um edital da Lei Aldir Blanc voltado exclusivamente para a promoção da cultura negra.
O projeto foi aprovado em 2025 com uma proposta clara: realizar um festival focado em artistas negros. No entanto, quem passou pelo local viu nomes de destaque nacional como Melody, Paula Guilherme e DJ Lucas Beat.
A produtora cultural May, que organiza eventos voltados à cultura afro na capital, expressou sua revolta. Segundo ela, é inaceitável que um festival use o tema da música negra para conseguir verba, mas não coloque esses artistas no centro da programação.
Diante da repercussão negativa, a ABC-DF, instituição responsável pelo evento, explicou que a situação foi resultado de dificuldades financeiras e logísticas. Segundo a produção, sobraram espaços vazios na programação e não havia dinheiro suficiente para contratar mais artistas locais. Por isso, fecharam uma parceria com uma produtora de fora, o que resultou na grade de artistas apresentada.
A organização também se defendeu afirmando que o festival não ignorou totalmente os artistas negros. Segundo os produtores, seis atrações locais de peso participaram do evento, como a cantora Saphira (filha do lendário DJ Jamaika), DJ Chokolaty e o grupo Canto das Pretas.
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