Pernambuco, 24 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

"Gritar mito é um sinal gravíssimo de idolatria", diz x-bolsonarista deputado pastor Otoni de Paula

O parlamentar classificou o bolsonarismo como um movimento que "sequestrou" emocional e espiritualmente as igrejas evangélicas.

Cami Cardoso

24 de janeiro de 2026 às 10:09   - Atualizado às 10:51

Deputado Otoni de Paula.

Deputado Otoni de Paula. Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ), pastor da Assembleia de Deus e integrante da Frente Parlamentar Evangélica, criticou duramente o uso da fé para fins políticos durante participação na série Conversas Difíceis, promovida pelo Instituto Humanitas360, em São Paulo.

O parlamentar também relatou seu afastamento do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que ele classificou como um movimento que “sequestrou” emocional e espiritualmente as igrejas evangélicas.

Rompimento com o Bolsonarismo

Otoni afirmou que, desde 2018, houve uma mudança no discurso religioso dentro do país. Segundo ele, o bolsonarismo passou a transformar a fé em um instrumento de confronto, criando uma divisão entre quem seria “de Deus” e quem seria “do diabo”. “O bolsonarismo determinou uma guerra de quem é de Deus e quem é do diabo”, disse. O parlamentar explicou que o afastamento ocorreu quando percebeu que estava colocando o apoio político acima dos valores cristãos.

“Quando vi que estava sendo mais bolsonarista do que cristão, me arrependi. Estou pagando um preço muito alto por isso”, declarou. Para ele, a situação chegou a um ponto em que a figura política passou a ser exaltada dentro das igrejas.

Otoni destacou que a adoração a líderes políticos dentro do ambiente religioso representa uma distorção grave. Ele criticou o uso do termo “mito” para se referir a Bolsonaro e afirmou que isso é um exemplo claro de idolatria.

Veja Também

“Gritar ‘mito’ é um sinal gravíssimo de idolatria”, afirmou, ao defender que a fé cristã não pode ser utilizada como ferramenta de guerra cultural.

O deputado também fez críticas ao que chamou de “princípio de ódio” instalado nas igrejas nos últimos anos. “De 2018 pra cá, com o sequestro mental, emocional e quase espiritual que o bolsonarismo fez com as igrejas evangélicas, se instalou um princípio de ódio que nunca foi nosso”, afirmou.

Sobre os costumes, ele afirmou que o cristianismo precisa reconhecer a diversidade e não negar direitos a outras pessoas. “O fundamentalismo não admite que duas pessoas do mesmo sexo se amem e constituam família. O cristianismo respeita a diferença. Antes de pregar, eu preciso respeitar a sua verdade”, afirmou.

O deputado também defendeu que manifestações religiosas de matriz africana sejam reconhecidas como expressão cultural, e não alvo de preconceito.

Críticas a Malafaia

Otoni direcionou críticas a pastores com grande presença na mídia, como Silas Malafaia, acusando-os de usar a fé para interesses pessoais. Ele ainda falou sobre a necessidade de respeitar as instituições democráticas e afirmou que a autoridade política também é permitida por Deus. “Se toda autoridade vem do Senhor, o mesmo Deus que permitiu Bolsonaro, permitiu Lula ser presidente. Temos que orar por ambos”, concluiu.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

00:43, 24 Ago

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Empresário Filipe Fermo Bif morre após acidente de duna.
Fatalidade

Empresário morre ao sofre acidente em duna quatro dias após anunciar gravidez da esposa

Filipe Fermo Bif era dono de uma empresa de produção e comercialização de bananas com atuação em Santa Catarina.

Veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha.
Perda

Veterinária morre após ser atacada no pescoço por cachorro no canil do Senado

Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, estava internada no Hospital de Base desde o ataque ocorrido na última terça-feira (18).

William Bonner.
Curiosidade

William Bonner não tem diploma de jornalismo; conheça a formação do apresentador

No Brasil, o diploma superior na área não é requisito obrigatório para o exercício da profissão desde 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência prevista na legislação.

mais notícias

+

Newsletter