Gripe aviária. Foto: Reprodução/ Agência Brasil
O Ceará registrou o primeiro foco de gripe aviária - a Influenza Aviária de Alta Patonecidade, o H5N1, em aves de uma propriedade com criação de subsistência, ou seja, apenas para consumo do próprio criador.
O caso ocorreu em Quixeramobim, no Sertão Central, e foi confirmado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado na quinta-feira, 17 de julho, depois de análise feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuário, em Campinas.
As ações previstas no Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária começaram com a interdição da propriedade e o saneamento e eutanásia das aves. Uma investigação complementar, num raio de 10 km da área e de possíveis vínculos com outras propriedades, está sendo feita.
Importante reforçar que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro porque a gripe aviária não é transmitida por meio do consumo.
Até o momento, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará, o Brasil tem detectados 181 casos de influenza aviária, sendo 172 casos em aves silvestres, um em aves comerciais e oito em aves de subsistência, todos controlados.
O Brasil voltou a ser um país livre da influenza aviária, após ter cumprido os protocolos internacionais que preveem, entre outras medidas, o prazo de 28 dias sem novos registros em granjas comerciais.
O anúncio oficial de cumprimento do período de vazio sanitário foi dado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em comunicado enviado nesta quarta-feira (18) à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
“Com a notificação, o país se autodeclara livre da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP)”, informou o ministério.
O único caso confirmado em estabelecimento comercial ocorreu em uma granja no município gaúcho de Montenegro, no dia 16 de maio. A confirmação da doença foi feita no dia 22 de maio, após a conclusão da desinfecção da granja contaminada.
Conforme previsto em protocolo, foi iniciado, ali, o período de vazio sanitário.
De acordo com o ministério, com o encerramento desse prazo sem novas ocorrências,
“o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas, recuperando novamente o status de livre da doença”.
“Não se comemora uma crise, mas é preciso reconhecer a robustez do nosso sistema sanitário, que respondeu com total transparência e eficiência. Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior, mostrando a força do serviço sanitário brasileiro”, declarou, por meio de nota, o ministro Carlos Fávaro.
Com o fim do período de vazio sanitário, teve início a etapa de notificação, pelo ministério, dos países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas.
A expectativa é de que as relações comerciais sejam restabelecidas o mais rápido possível.
A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos.
A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados.
A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas.
Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.
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