Greve dos caminhoneiros em 2018. Foto: Divulgação
Representantes dos caminhoneiros ameaçam uma greve geral caso a medida provisória (MP) 1.343/2026 não seja pautada para votação no plenário do Senado Federal pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP) e acabe caducando. O prazo para que o texto seja pautado é dia 16 de julho.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que a categoria está "indignada" com Alcolumbre por não inserir o texto em votação e que responsabilizarão ele por uma eventual greve.
"Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome", disse em vídeo gravado pelo líder do movimento.
A MP foi editada pelo governo federal em março deste ano para reforçar o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário.
Entre outros pontos, a proposta torna obrigatório o registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e cria mecanismos para punir empresas e transportadores que contratarem fretes abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo Landim, a perda de validade da medida provisória representaria um retrocesso para a categoria, que vê no texto uma forma de ampliar a segurança e autonomia da categoria. "Para que a gente possa trabalhar com tranquilidade, porque muitos transportadores estão sem conseguir trabalhar."
Estadão Conteúdo
22:26, 19 Out
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