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Governo encerra monitoramento especial após queda nos casos de intoxicação por metanol

Ministério encerra Sala de Situação após redução dos casos e mantém alerta sobre bebidas adulteradas no país.

Pollyana Leite

08 de dezembro de 2025 às 19:08   - Atualizado às 19:10

Bebidas destiladas sendo averiguadas.

Bebidas destiladas sendo averiguadas. Foto: Governo de SP/Divulgação

O Ministério da Saúde decidiu encerrar a Sala de Situação responsável pelo acompanhamento da intoxicação por metanol no país. A estrutura funcionou nos últimos meses após o aumento repentino de casos ligados ao consumo de bebidas adulteradas. A pasta afirma que o número de novas notificações caiu de forma consistente e que os serviços de saúde agora conseguem seguir com o monitoramento dentro do fluxo normal do sistema de vigilância.

O governo reforça que os estoques de antídotos seguem garantidos em todo o país. As unidades de saúde dispõem de fomepizol e etanol farmacêutico, substâncias usadas nos protocolos de atendimento de pacientes intoxicados por metanol. As equipes técnicas também mantêm a capacidade de realizar o diagnóstico laboratorial necessário para identificar rapidamente novos casos.

A interrupção da Sala de Situação ocorre após a confirmação de 22 mortes entre setembro e dezembro. Os óbitos foram registrados em cinco estados. São Paulo teve o maior número de vítimas, seguido por Pernambuco. Paraná, Mato Grosso e Bahia também registraram mortes relacionadas ao consumo de bebidas adulteradas com metanol. Além desses casos já confirmados, nove óbitos continuam em investigação.

Durante o período de monitoramento reforçado, o Ministério da Saúde organizou a distribuição de antídotos para todo o território nacional. A pasta enviou milhares de ampolas de fomepizol e unidades de etanol farmacêutico, além de manter uma reserva técnica para emergências. O objetivo era garantir que os estados atendessem rapidamente possíveis novos casos e reduzissem o risco de complicações graves.

A Sala de Situação reuniu profissionais de diferentes áreas e envolveu secretarias estaduais e municipais, laboratórios públicos, vigilâncias sanitárias e órgãos de segurança. A articulação permitiu acelerar investigações e orientar os serviços de saúde sobre identificação de sintomas, notificação rápida e manejo clínico. A colaboração também buscou apoiar investigações sobre a origem das bebidas adulteradas que circularam durante o período de maior alerta.

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Mesmo com a redução significativa dos casos, especialistas apontam que a cadeia clandestina de bebidas adulteradas segue ativa no país. Eles reforçam que essa atividade ilegal não desaparece com o fim da Sala de Situação. A produção irregular continua a representar um risco, especialmente em regiões onde há grande circulação de bebidas de aparência transparente e sem procedência clara.

Por esse motivo, autoridades de saúde pedem atenção redobrada da população. A orientação é evitar bebidas sem rótulo, sem lacre ou vendidas por fontes desconhecidas. Produtos com preço muito abaixo do habitual também devem gerar desconfiança. O metanol é um produto químico usado industrialmente e pode causar danos graves mesmo em pequenas quantidades quando ingerido. Entre os sintomas mais comuns estão náuseas, tontura, visão turva e, em casos mais graves, dificuldade respiratória e perda de consciência.

Com o fechamento da Sala de Situação, os casos de intoxicação voltam a ser monitorados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O governo afirma que essa estrutura é suficiente para acompanhar novos registros e acionar equipes sempre que necessário. A vigilância permanece ativa, e os estados continuam obrigados a notificar qualquer suspeita após o consumo de bebidas alcoólicas.

A queda dos casos traz um cenário mais estável, mas o alerta sobre bebidas adulteradas permanece. Profissionais de saúde, autoridades e especialistas seguem reforçando que a prevenção depende da combinação entre fiscalização e cuidado por parte dos consumidores.

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