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Ceia de Natal: preços da festa variam e bacalhau lidera alta neste fim de ano

Levantamento da VR aponta aumento de 85% no bacalhau entre 2024 e 2025, enquanto tender e pernil ficam mais baratos.

Pollyana Leite

08 de dezembro de 2025 às 16:00

Prato de bacalhau preparado para as festas de fim de ano, tradição presente nas mesas brasileiras.

Prato de bacalhau preparado para as festas de fim de ano, tradição presente nas mesas brasileiras. Foto: Freepik

A ceia de Natal chega a este fim de ano com mudanças importantes nos preços dos alimentos mais tradicionais da mesa brasileira. Consumidores já percebem essa variação nos supermercados, e um levantamento recente da VR confirma esse cenário. O estudo aponta que o preço do bacalhau registrou a maior alta no período, com aumento de cerca de 85% entre novembro de 2024 e o mesmo mês de 2025. A variação chama atenção porque afeta diretamente um dos itens mais queridos das festas, especialmente em famílias que mantêm tradições culinárias de longa data.

O relatório mostra que, enquanto o bacalhau pesa mais no bolso neste Natal, outros produtos ajudam a equilibrar os gastos. É o caso do tender e do pernil, que tiveram queda de preço no mesmo período. A redução traz algum alívio para quem busca manter uma mesa farta sem estourar o orçamento. Muitos consumidores relatam que passaram a olhar com mais cuidado as ofertas da semana, buscando alternativas que permitam manter o sabor das comemorações sem abrir mão da economia.

Os supermercados também observam mudanças no comportamento de compra. Os consumidores adotam estratégias como dividir as compras entre diferentes estabelecimentos e apostar em substituições simples. Quem costuma comprar bacalhau, por exemplo, avalia versões mais acessíveis, cortes menores ou pratos alternativos que mantêm o clima da celebração. Já o tender e o pernil, por estarem com preços mais convidativos, acabam ganhando destaque entre as escolhas deste ano.

O levantamento da VR reforça que o movimento de alta e baixa reflete dinâmicas presentes ao longo do ano, mas que ficam mais evidentes quando as datas festivas se aproximam. O bacalhau, por ser importado, sofre com variações cambiais e com custos logísticos, fatores que ajudam a explicar sua escalada de preço. Já os cortes suínos, como o pernil e o tender, vivem um período de maior estabilidade, o que torna possível a redução encontrada pelos consumidores.

A expectativa para as próximas semanas é que o movimento continue influenciando as decisões das famílias. Quem organiza a ceia busca adaptar receitas, planejar compras com antecedência e avaliar o que realmente cabe no orçamento. A mudança no preço dos produtos acaba influenciando não apenas o cardápio, mas também o clima da preparação, que envolve afeto, tradição e muita expectativa.

Mesmo com as altas e baixas, o hábito de reunir a família em torno da mesa permanece firme. Os consumidores ajustam escolhas, mas mantêm o desejo de celebrar o fim de ano com pratos que carregam memórias, significados e histórias que atravessam gerações. As variações de preço fazem parte do planejamento, mas não tiram o brilho das celebrações.

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