Governadores anunciam "Consórcio da Paz" . Foto: Divulgação /Governo RJ
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou, nesta quinta-feira, 30 de outubro, a formação de um consórcio entre estados na área da segurança pública para combater o crime organizado.
Batizado de ‘Consórcio da Paz’, o grupo vai reunir os governadores de Minas Gerais; Santa Catarina; Goiás; Mato Grosso do Sul; e São Paulo, além do Distrito Federal.
Segundo Castro, o objetivo é integrar forças de segurança e equipes de inteligência estaduais.
“Faremos um consórcio entre estados, no modelo de outros consórcios que existem, para que nós possamos dividir as experiências, soluções e ações do combate ao crime organizado e da libertação do nosso povo.”
A sede do consórcio será no do Rio de Janeiro, segundo os governadores. Também nessa quinta-feira, o presidente Lula sancionou a lei que torna crime obstruir o combate ao crime organizado. A norma ainda amplia a proteção pessoal de autoridades e agentes públicos.
Na quarta-feira (29/10), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciaram uma parceria entre os governos estadual e federal para combater as facções, com a criação de um escritório emergencial para o enfrentamento ao crime organizado.
A megaoperação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, provocou uma onda de repercussão dentro e fora do país e também nas redes sociais. Após a ação, o governador Cláudio Castro (PL) registrou um aumento expressivo no número de seguidores no Instagram, passando de 464 mil para 1,2 milhão em apenas três dias.
Deflagrada na terça-feira (28), a operação, batizada de Contenção, foi considerada a mais letal da história do Rio. As polícias Civil e Militar mobilizaram efetivos para cumprir 180 mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho (CV). O saldo final foi de 121 mortos, além do bloqueio de vias e da suspensão de serviços na região.
Na segunda-feira (27), Castro tinha 464 mil seguidores. No dia seguinte, o número subiu para 478 mil. Após a divulgação das imagens da operação e o surgimento dos primeiros relatos de dezenas de corpos encontrados por moradores, o total saltou para 746 mil na quarta-feira (29). Nesta quinta (30), o número ultrapassou 1,3 milhão de seguidores.
O governo estadual afirmou que a ação tinha como objetivo conter o avanço da facção e prender lideranças criminosas. Castro classificou o resultado como “um sucesso”, enquanto a Defensoria Pública da União (DPU) apontou indícios de ilegalidades e possíveis violações de direitos humanos. Especialistas em segurança pública ouvidos pelo Estadão avaliaram a estratégia como de alto risco e eficácia limitada no enfrentamento ao crime organizado.
De acordo com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI/UFF), desde que Castro assumiu o governo, em agosto de 2020, o Rio registrou 1.846 mortes em operações policiais e mais de 8 mil ações do tipo em todo o estado. Das 11 operações mais letais desde 2007, seis ocorreram sob sua gestão.
A operação também teve repercussão internacional. O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma reforma abrangente e eficaz dos métodos de policiamento no Brasil. Segundo ele, o país precisa “romper o ciclo de brutalidade extrema” e adotar padrões internacionais sobre o uso da força.
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