Governador do PL sanciona lei que veta cotas para negros e trans em universidades estaduais Foto: Divulgação
Uma lei sancionada na quinta-feira, 22 de janeiro, pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), passa a impedir a adoção de cotas raciais e de ações afirmativas voltadas a minorias, como pessoas trans e negros, em universidades públicas estaduais e em instituições que recebem verbas do governo catarinense.
A norma atinge processos de ingresso de estudantes, além da contratação de professores, técnicos e outros profissionais.
A legislação proíbe a criação de reservas de vagas, cotas ou vagas suplementares baseadas em critérios como raça, identidade de gênero ou pertencimento a minorias.
Embora o texto não mencione explicitamente esses grupos, restringe os critérios autorizados para ações afirmativas, o que, na prática, inviabiliza políticas desse tipo.
Permanecem autorizadas apenas as reservas de vagas destinadas a pessoas com deficiência, critérios exclusivamente econômicos e estudantes que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.
Instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e os institutos federais, não são afetadas pela medida, por estarem submetidas à legislação nacional.
No âmbito estadual, a nova regra impacta diretamente a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), além de instituições que integram o sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe).
Também são alcançadas faculdades privadas beneficiadas por programas de bolsas custeados pelo governo estadual, como o Universidade Gratuita e o Fundo de Apoio à Educação Superior (Fumdesc).
O descumprimento da lei pode acarretar penalidades administrativas, incluindo multa de R$ 100 mil, suspensão do repasse de recursos públicos e abertura de processo administrativo disciplinar contra agentes públicos responsáveis pela elaboração e publicação das normas dos processos seletivos.
A Udesc, principal instituição atingida pela mudança, manifestou-se contrária à nova legislação. Em nota divulgada nesta quinta-feira, a universidade afirmou que a proibição das cotas “contraria o interesse público” e representa um “retrocesso inconstitucional”, além de causar prejuízos ao desenvolvimento social e científico do Estado.
O debate ganhou força ainda antes da sanção. Na terça-feira (20), a UFSC divulgou posicionamento público afirmando ser alvo de ataques e desinformação relacionados às suas políticas de ações afirmativas, especialmente às vagas suplementares destinadas a pessoas trans nos cursos de graduação, em vigor desde 2023.
Segundo a universidade federal, essas vagas não reduzem o número regular de vagas oferecidas nos cursos, pois são adicionais e têm como objetivo ampliar o acesso ao ensino superior para grupos historicamente sub-representados.
1
2
3
4
09:26, 06 Mar
30
°c
Fonte: OpenWeather
Pagamentos do Bolsa Família seguem ordem do final do NIS em março e organizam o repasse para milhões de famílias em todo o país.
Iniciativa do governo oferece incentivo financeiro para alunos do ensino médio público inscritos no CadÚnico.
Volkswagen domina as duas primeiras posições do ranking de SUVs mais vendidos, seguida pelo Hyundai Creta no mercado brasileiro.
mais notícias
+