Recursos do Fundeb ajudam a financiar salários de professores da educação básica em todo o Brasil. Foto: Freepik
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, conhecido como Fundeb, financia parte importante da educação pública no Brasil. O mecanismo reúne recursos de estados, municípios e da União e direciona esses valores para manter escolas e pagar profissionais da rede pública de ensino.
Entre as principais funções do fundo está o pagamento de professores e de outros profissionais da educação básica. A legislação que regulamenta o Fundeb estabelece regras específicas sobre como esses recursos devem ser utilizados pelas redes de ensino.
O modelo atual do fundo passou a valer em 2021, após mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional. A nova regulamentação ampliou a parcela mínima de recursos destinada ao pagamento dos profissionais da educação. Hoje, pelo menos 70% do total recebido por estados e municípios deve financiar a remuneração desses trabalhadores.
Os governos estaduais e as prefeituras recebem os recursos do Fundeb ao longo do ano. Cada rede de ensino utiliza o dinheiro conforme as regras da legislação educacional.
Grande parte desses valores paga salários de professores que atuam na educação básica pública, que inclui educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Além dos docentes, o fundo também pode financiar remuneração de outros profissionais da educação que trabalham diretamente nas escolas ou em atividades relacionadas ao ensino.
Entre os trabalhadores que podem receber recursos do fundo estão profissionais de apoio pedagógico, gestores escolares e outros servidores que atuam no funcionamento das unidades de ensino. Para que o pagamento ocorra com dinheiro do Fundeb, o profissional precisa exercer suas atividades na educação básica pública e ter vínculo regular com a rede de ensino.
O objetivo da regra é garantir que a maior parte dos recursos do fundo permaneça diretamente ligada à valorização dos profissionais da educação.
O Fundeb reúne recursos de impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Depois da arrecadação, o sistema redistribui os valores entre as redes públicas de ensino conforme o número de matrículas de alunos.
Essa lógica busca reduzir desigualdades entre as regiões do país. Estados e municípios com menor arrecadação recebem complementação da União para ajudar no financiamento da educação básica.
Com o dinheiro disponível, cada rede de ensino organiza a folha de pagamento de seus profissionais. Os salários não são pagos diretamente pelo governo federal. Estados e municípios realizam os pagamentos aos professores usando os recursos recebidos do fundo e outras receitas destinadas à educação.
O Fundeb também influencia o cálculo do piso salarial nacional do magistério. O Ministério da Educação atualiza o valor mínimo que professores da rede pública devem receber com base em indicadores ligados ao financiamento da educação básica.
Em 2025, por exemplo, o piso salarial nacional foi fixado em R$ 4.867,77 para professores com jornada de até 40 horas semanais. O valor funciona como referência mínima para o início da carreira docente nas redes públicas de ensino.
Cada estado e município precisa regulamentar o valor dentro de sua rede de ensino. A legislação determina que os gestores adaptem planos de carreira e tabelas salariais para cumprir o piso nacional.
A legislação do fundo define critérios sobre quais profissionais podem ser remunerados com a parcela mínima de 70% destinada aos salários.
Entre os trabalhadores incluídos estão professores da educação básica e outros profissionais da educação que atuam diretamente nas redes públicas de ensino. Esses profissionais devem exercer suas atividades nas escolas ou em setores ligados à gestão educacional.
A regra exige que o trabalhador tenha vínculo direto com o poder público responsável pela rede de ensino. O pagamento também depende do exercício efetivo das atividades educacionais.
Em algumas situações, professores podem continuar recebendo salários pagos com recursos do Fundeb mesmo quando estão afastados temporariamente por motivos previstos na legislação, como férias ou licença médica.
O uso correto dos recursos do fundo passa por fiscalização de órgãos de controle e tribunais de contas. Esses órgãos acompanham a aplicação do dinheiro público e verificam se estados e municípios cumprem o percentual mínimo de investimento na remuneração dos profissionais da educação.
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