Funcionária de banco confessa desvio de R$ 500 mil de clientes idosos Foto: Divulgação
Uma operação de busca e apreensão realizada na quinta-feira, 21 de maio, em Palmital, no interior de São Paulo, resultou na apreensão de celulares e extratos bancários na residência de uma funcionária de banco.
A mulher é investigada pela Polícia Civil sob a suspeita de utilizar o livre acesso a contas de clientes para desviar recursos financeiros. Confrontada pelos policiais durante a ação, ela confessou o crime.
O alvo principal do esquema era um casal de idosos, sendo o titular da conta portador da doença de Alzheimer. De acordo com os investigadores, a vulnerabilidade da vítima e a relação de proximidade com a profissional facilitaram os desvios fraudulentos.
O prejuízo estimado supera R$ 511 mil, montante que vinha sendo retirado de forma contínua, por meio de transferências digitais sem consentimento, desde o final de 2023.
A fraude começou a ruir quando parentes das vítimas identificaram transações atípicas e denunciaram o caso às autoridades. A linha de investigação aponta que os valores subtraídos serviam para custear gastos particulares da investigada.
Com o material recolhido no imóvel, o próximo passo do inquérito inclui a realização de perícias técnicas nos dispositivos eletrônicos.
Os agentes buscam rastrear o destino final do montante e mapear a possível colaboração de outros envolvidos na fraude. A bancária responderá formalmente pelos crimes de invasão de dispositivo informático e furto qualificado por abuso de confiança.
No Brasil, o desvio financeiro é crime, punido por diferentes leis dependendo do contexto. No setor privado, a prática costuma ser enquadrada como furto qualificado por abuso de confiança, estelionato ou apropriação indébita, ocorrendo quando funcionários ou pessoas de confiança roubam valores de empresas ou cidadãos.
Já no meio público, o desvio de verbas por servidores configura o crime de peculato. Se a fraude envolver diretores de bancos ou corretoras, aplica-se a Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional. Em todos os cenários, a condenação exige perícia contábil para rastrear e comprovar a rota ilegal do dinheiro.
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