Bancária morre após mal súbito em culto na Assembleia de Deus; polícia investiga se houve engasgo Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso investiga as circunstâncias da morte de Danielle Santos Rissi, de 40 anos, ocorrida durante um culto na igreja Assembleia de Deus Nova Aliança, no bairro Santa Cruz.
O caso, registrado no último sábado, 2 de maio, gerou versões conflitantes entre o boletim de ocorrência e o registro médico inicial, levantando dúvidas se a fatalidade foi causada por um engasgo ou por causas naturais.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada já na unidade hospitalar. Na ocasião, informações preliminares indicavam que Danielle teria sofrido uma asfixia por inalação de alimento, supostamente um chiclete que mascava no momento da celebração religiosa. Testemunhas acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou manobras de reanimação ainda no templo.
Durante o trajeto para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a bancária sofreu uma parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação e do encaminhamento imediato para a sala cirúrgica, ela não resistiu.
Embora o médico do hospital tenha citado insuficiência respiratória aguda no momento da entrada, o atestado de óbito oficial registrou, inicialmente, "morte súbita e causa natural indeterminada".
A família, por sua vez, refutou a versão do engasgo, apontando que Danielle possuía um histórico de arritmia cardíaca e havia passado por uma cirurgia no coração em novembro. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) informou que o laudo definitivo, que confirmará a causa exata do óbito, deve ser concluído em até dez dias.
Em nota oficial, a Assembleia de Deus Nova Aliança lamentou profundamente a perda, descrevendo Danielle como uma "mulher de Deus" e prestando solidariedade ao marido e aos dois filhos da vítima.
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